Carta margem: a gota d’água!

Prezado Bernardo, sou Oficial Administrativo há 11 anos. É um absurdo o que nós passamos, não apenas eu, mas toda uma classe, tão necessária para o funcionamento das Secretarias. Há vários cargos com nomes diferentes, mas que desempenham a mesma função que a nossa, porém, com o salário bem acima. O que ganho, mal dá para pagar aluguel, alimentar meus filhos e comprar remédios. O convênio médico é uma vergonha: há quase dois anos meu filho está sem tratamento com endocrinologista, pois a única que atende crianças saiu, e a Greenline não substitui. A gota d’água foi a exigência desta “carta margem” para que possamos fazer empréstimo consignado. Há anos o Santander nos extorque com juros abusivos. Quando há a possibilidade do trabalhador se beneficiar com a queda dos juros para poder quitar débitos, somos privados pois “alguém” acha que precisa controlar nossas finanças. Se querem, de fato, fazer algo para auxiliar os funcionários, que aumentem nossos salários! Além disso, é um cerceamento do nosso direito. Como eles podem delimitar numa margem tão baixa que chega a ser ridícula?  Assim como eu, muitos funcionários dedicados vão cair fora desta barca furada que se transformou a Prefeitura.

Funcionária Revoltada.

Amiga Revoltada, você resume bem o que boa parte de nossa categoria está passando. Quanto ao banco espanhol, eu acho que tem uma boa alternativa: vamos consultar a Caixa e avaliar as condições que eles nos oferecem para transferência da conta. É nosso direito! Eu, particularmente, prefiro receber por um banco nacional e estatal.

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