Substitutos, sim. Escravos, não!

Bom dia! Já é sabido por nós, professores substitutos, que iremos substituir. Parece redundante, não é mesmo? Sabemos ler, vimos no edital. Sim, porque tivemos edital, pagamos a taxa, fizemos prova... A prefeitura não nos deu esse trabalho de presente. Mas, o que vem ocorrendo é a falta de respeito por parte da movimentação. Já não ganhamos o mesmo salário e ficamos como bolas de pingue pongue, prá lá e prá cá. Escolhemos a sede com atribuição e tudo, mas de repente, eles mudam e sempre com ameaças de faltas caso não aceitemos. Sem falar, quando não temos dinheiro para a passagem. Sim, porque o passe escolar acaba. E já aconteceu de eu estar na escola sede, e ligarem como se eu fosse a única na rede. Citei o caso de não ter dinheiro, mas não quiseram nem saber. Apenas ouvi a frase: “então será computada falta em sua folha de ponto”! Outro argumento que usam é que sabemos que atenderemos em qualquer lugar. Mas, dependemos de ônibus. Sair de um extremo para outro? Onde está a preocupação pelo menos com a criança, com a educação em si? Dependendo da distância, a que horas se chega no local? Temos de trabalhar corretamente. Nossos deveres estão bem delineados. E os direitos? Chega de pisar no professor substituto, de fazer ameaças!!! Há alguns dias, cheguei na sede, me ligaram só depois. As colegas me emprestaram dinheiro, pois eu não tinha. Depois peguei ônibus novamente para voltar à sede, pois era dia de HTPC. Apesar de não sermos estatutários, somos funcionários da prefeitura. A movimentação não nos movimenta, ela coage!

 

 

É, companheira, haja desrespeito! E não é só com os Professores Substitutos, não! Com os Auxiliares em Educação, também! Recebi uma mensagem enorme sobre isso e vou falar no meu próximo artigo! Quanto ao seu caso, precisamos nos organizar para que o Estatuto, que volta a ser debatido em breve, contemple estas questões e não permita “interpretações” equivocadas. 

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