Giovani Chagas: da greve da GCM à Mesa de Negociações, com coragem e responsabilidade!

SJ: Chagas, o que representa para você este momento em que o SINDSERV completa 25 anos?

Giovani Chagas:Representa a concretização de um sonho coletivo, de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que, em 1989, decidiram organizar os servidores públicos desta cidade. Representa, também, uma alegria muito grande de ter a oportunidade de fazer partedesta história, seja como militante da base, como Secretário Geral na gestão anterior e como Presidente na atual.

SJ: Qual o momento mais marcante dessa sua trajetória?

GC: Foram muitos, mas acho que a greve da GCM, em 2007, tem um significado muito especial. Nela, aprendi o quanto é importante manter a categoria organizada e que somos uma categoria só, a dos trabalhadores públicos, independente de cargos ou secretarias. Aprendi que uma central sindical forte, como a CUT, faz toda a diferença neste processo de organização e que a solidariedade entre os trabalhadores é uma das coisas mais belas que se pode imaginar. Enfrentar quem te oprime, tendo milhares de companheiros ao lado, torcendo, apoiando, manifestando esta solidariedade, é incrível e dá uma força que, muitas vezes, não reconhecemos em nós mesmos.

SJ: Na sua gestão como presidente, quais você considera os principais avanços?

GC: Acho que a recuperação da credibilidade do Sindicato e o alto índice de aprovação do nosso trabalho, comprovado pelo grande aumento de sindicalizações, pois isso pavimenta o caminho para que o SINDSERV se torne cada vez mais forte. É importante destacar que este processo começou na gestão anterior e a categoria compreendeu sua importância, por isso reelegeu nossa chapa com mais de 60% dos votos. Depois, conseguimos sanar todos os problemas financeiros que vinham se acumulando há anos, conquistamos a posse definitiva de nossa sede e a reformamos para melhorar o atendimento aos trabalhadores, adquirimos novos equipamentos, entre eles veículos para o trabalho de base e um carro de som potente, ampliamos o Departamento Jurídico, que hoje conta com cinco advogados, contratamos mais funcionários, ampliamos e modernizamos nossa comunicação, investimos na produção de vídeos e produzimos um programa de rádio, garantindo que, desde o panfleto, passando pela internet e pelo rádio, nossa mensagem chegue a todos os trabalhadores e à população em geral. No campo das relações trabalhistas, garantimos que, durante nossa gestão, todas as perdas salariais decorrentes da inflação fossem repostas, conquistamos a Lei Contra o Assédio Moral e o direito de organização dos Comitês Sindicais de Base, que é um verdadeiro marco na história do sindicalismo nacional entre os servidores públicos.

SJ: Quais são os principais desafios para 2014?

GC: O primeiro é a discussão do novo PCCS, sem retrocessos e com a valorização de nossas carreiras. Depois, a implantação dos Comitês Sindicais de Base, a instauração de um processo de unificação política entre os Sindicatos de Servidores Municipais do Grande ABC e a ampliação do debate com a sociedade, para que a população apoie nossa categoria, pressionando o governo.

SJ: Qual a principal marca da atual Diretoria?

GC: A dedicação exclusiva à defesa dos interesses da categoria, com organização, coragem e responsabilidade.

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