Carta Aberta à População

TRABALHADORES PÚBLICOS PODEM ENTRAR EM GREVE!

Prefeitura desrespeita data-base dos servidores e não retoma negociações!

População já sente os reflexos dos cortes nos investimentos públicos:

superlotação na Saúde e estudantes sem uniformes.

Os serviços públicos prestados pelos trabalhadores da prefeitura poderão parar nos próximos dias. Trabalhadores da educação, saúde, segurança urbana, serviços urbanos, finanças, assistência social, cultura, esportes, enfim, os servidores municipais estão sendo desrespeitados pela Administração, que nega-se a negociar, desde 6 de abril, e não apresenta propostas viáveis para as reivindicações da Campanha Salarial.

Para que você, munícipe, tenha ideia, a data-base da categoria (conhecida por muitos como dissídio) é o mês de março. Já estamos em junho e, até agora, a Administração limitou-se a apresentar uma contraproposta que geraria ainda mais perdas salariais. Nem a reposição da inflação de 2016, que já representa acúmulo de perdas, seria feita agora! Nos outros pontos de pauta, só enrolação! Os servidores estatutários, por exemplo, não têm direito ao Vale Transporte e pagam para ir trabalhar, e nosso auxílio alimentação varia entre R$6,00 e R$9,00.

Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito prometeu valorizar os trabalhadores públicos e assumiu uma série de compromissos que, até agora, não saíram do discurso. Na prática, estamos com os salários defasados e com os direitos ameaçados!

Nossa luta é pela qualidade do serviço prestado a você!

Apesar de estarmos vivendo momentos difíceis para nossas famílias e sem perspectiva de valorização, nós não deixamos de lutar pela qualidade do serviço que prestamos à população. E esta qualidade está em grave risco!

O governo federal, apoiado pelo PSDB, impôs um congelamento dos investimentos públicos por 20 anos. É a chamada PEC DA MORTE! Isso significa que nos próximos 20 anos os governos vão investir o mesmo valor atual em todos os serviços públicos! Imagine o caos que se transformará nossas vidas, com unidades de saúde superlotadas e sem equipamentos básicos, escolas sucateadas, segurança entregue ao "Deus dará"...

Os reflexos dessa política de destruição dos serviços públicos já podem ser sentidos aqui em São Bernardo. Há cortes ou interrupção de atendimento em serviços como ensino profissionalizante, cultura, saúde e educação, onde há falta de materiais pedagógicos e de uniformes.

Outra promessa do prefeito era a abertura de concursos públicos. Enquanto isso não acontece, a defasagem de profissionais em quase todos os setores da Administração gera superlotação nos serviços e uma absurda sobrecarga de trabalho aos servidores, fazendo com que a qualidade do atendimento caia, abrindo espaço para o risco de erros que vão prejudicar, ainda mais, a população.

SE TEM DINHEIRO PARA O MARKETING, POR QUE NÃO TEM PARA O SERVIÇO PÚBLICO?

Você já percebeu o quanto a prefeitura está gastando com propaganda? Inserções em horário nobre na televisão, jornal de dezesseis páginas amplamente distribuído na cidade, outdoors para todo canto, carro de som... É muito dinheiro para marketing! Enquanto isso, os salários dos servidores acumulam perdas e os serviços públicos vão sendo sucateados!

A Administração afirma na propaganda que economizou R$ 1 milhão por dia nos primeiros cem dias de governo. Nós perguntamos, não seria melhor investir esse dinheiro no serviço prestado à população e na valorização dos servidores? Não! Eles preferem gastar com marketing! Além disso, economizar retirando direitos e serviços não é economia: é sucateamento dos serviços para justificar a terceirização!

DINHEIRO, TEM. O QUE FALTA É VONTADE POLÍTICA!

Apesar da crise, a economia de São Bernardo cresceu! Enquanto o PIB nacional caía para -3,3% em 2016, a Receita Realizada de São Bernardo crescia 2,8%. Os números positivos não param por aí: a arrecadação da Prefeitura em janeiro se manteve nos mesmos níveis de 2016 e 2015 e a dívida do município caiu 1,1%. Os números contradizem os argumentos apresentados pela atual gestão de que a cidade estaria com os "cofres vazios".

Em 2016, a despesa com pessoal correspondia a 32,2% da Receita Corrente Líquida. O limite máximo é 54% e o prudencial, 51,3%. Por tanto, há margem até na Lei de Responsabilidade Fiscal para o atendimento das reivindicações dos servidores!

QUEM JÁ FEZ TANTO PELA CIDADE, AGORA PRECISA DE SUA AJUDA!

Em 2015, vivemos uma situação parecida com esta. A Administração foi intransigente nas negociações e nos obrigou a realizar uma greve de 22 dias.

Não queremos que isso se repita e, por isso, precisamos de sua ajuda! Veja algumas dicas do que você e sua família podem fazer:

  1. Cobre, pessoalmente, uma solução dos vereadores, secretários e prefeito.
  2. Envie mensagens às autoridades municipais através das redes sociais (Facebook, Twitter, WhatsApp etc.).
  3. Declare seu apoio através do nosso site: www.sindservsbc.org.br.
  4. Agende reuniões em sua comunidade e convide o SINDSERV.

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