SINDSERV vai à Câmara e comunica que categoria está em Estado de Greve

Vereadores governistas falam em "irresponsabilidade" de servidores quanto às reivindicações

Dando continuidade à agenda da Campanha Salarial, a Diretora de Formação Sindical do SINDSERV, Cássia Tochetto, fez uso da palavra na Sessão da Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira, 31. Cássia explanou sobre as alegações incoerentes do Prefeito, que está propagandeando uma economia que atingiu o ápice de R$ 1 milhão por dia nos primeiros cem dias de governo, ao mesmo tempo em que promove um verdadeiro descaso com os servidores públicos e, consequentemente, com a população.
O questionamento que se tem entre munícipes e servidores é que se tem dinheiro para tanta propaganda (inclusive em horário nobre da Rede Globo), porque não se tem dinheiro para proporcionar melhores condições de trabalho aos servidores do município?
A Diretora também comunicou que, na Assembleia ocorrida na última terça-feira (30), foram aprovados o Estado de Greve e a Assembleia Permanente, para que se intensifique a luta pela garantia da Data Base, que é um direito previsto em Lei.

Manifestações dos parlamentares
Após a fala da Cássia, 03 vereadores se manifestaram favoráveis às ações do Sindicato, foram eles: Ferrarezi (PT), Toninho da Lanchonete (PT) e Julinho Fuzari (PPS).
“A pauta de reivindicação é justa e deve ser negociada sim. Inclusive a reposição da inflação deveria ser automática e o dissídio deve ser discutido o quanto antes”, disse o Ferrarezi.
No entanto, 02 vereadores saíram em defesa da Administração e repetiram o discurso falacioso que vem sendo propagado, acerca da situação econômica do Município. Os vereadores contrários foram: Samuel Alves (PSDB) e Ramon Ramos (PDT).
“O Sindicato deve ter responsabilidade ao fazer reivindicações, dada a atual situação da Prefeitura”, afirmou o vereador Samuel Alves.
É importante lembrar que as pautas da Campanha Salarial estão embasadas em estudos do DIEESE, a partir de dados colhidos no Banco Nacional, Tesouro Nacional e Ministério da Fazenda.

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