Em Assembleia, categoria rejeita contraproposta e decide ir à Justiça

Prefeito rebaixa proposta, encerra negociações e tenta humilhar os servidores. Nossa resposta virá nos tribunais e nas ruas!

assembleia 5 de setembroPara quem se apresentou à cidade como "gestor" e "trabalhador" e prometendo valorizar os servidores, a Administração Orlando Morando começou muito mal!

Imaturidade, insensibilidade e arrogância são alguns dos adjetivos que podem caracterizar os primeiros meses desse governo, especialmente na relação com os trabalhadores públicos. Primeiro, demorou mais de um mês para iniciar as negociações de nossa Campanha Salarial,depois, apresentou uma contraproposta que já era ruim, pois desrespeitava nossa data-base e promovia o acúmulo de perdas salariais. Ao ser notificado de que a categoria havia rejeitado sua proposta, em Assembleia, o prefeito promoveu um dos episódios mais desrespeitosos dos últimos tempos: enrolou por mais de dois meses, chamou uma nova reunião e REBAIXOU A PROPOSTA! Finalmente, no dia 31 de agosto, manteve sua "oferta" de 2%, sem retroatividade, sem Abono de Natal, sem avanços na pauta e, unilateralmente, encerrou as negociações.

A resposta da categoria veio na Assembleia do dia 5 de setembro: REJEITAMOS A TENTATIVA DE HUMILHAÇÃO, VAMOS À JUSTIÇA EXIGIR QUE A LEI SEJA CUMPRIDA E ÀS RUAS, EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE!

2% e sem Abono de Natal é tentativa de humilhação

Os trabalhadores reunidos em Assembleia na noite de 5 de setembro decidiram rejeitar a "oferta" de acordo salarial apresentada pela Administração, que previa 2% de reajuste em outubro, sem pagamento do retroativo à data-base (março) e sem o Abono de Natal. Esse percentual não repõe sequer 1/3 das perdas acumuladas pela inflação!

Outra decisão importante foi a de buscar na Justiça os direitos que foram negados pela Administração.

GOVERNO DESRESPEITOU A LEI

Tanto a data-base quanto a Mesa Permanente de Negociações são conquistas da nossa categoria em Campanhas Salariais anteriores que foram transformadas em Lei, aprovadas pela Câmara Municipal.

Ao desrespeitar a data-base e encerrar, unilateralmente, as negociações, a Administração descumpriu o que está previsto em Lei e, por isso, o Sindicato vai à Justiça.

Além disso, o fato dos representantes do governo não terem nenhuma autonomia na Mesa para negociar, sendo meros mensageiros da vontade exclusiva do prefeito, demonstra o desrespeito a este espaço de diálogo.

Nosso Departamento Jurídico também já levantou outras estratégias relacionadas à jurisprudência e a outras leis que foram desrespeitadas pelo governo.

SUCATEAMENTO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS NA PAUTA DO PREFEITO

O desrespeito da Administração aos trabalhadores públicos tem vínculos com a ideologia de redução do Estado, defendida pelo partido do prefeito e pelo governo Temer. O arrocho salarial, as péssimas condições de trabalho e a tática de jogar a população contra os servidores, culpando-nos pelos péssimos serviços e nos apresentando como "marajás", fazem parte desse processo.

Ainda temos o congelamento de investimentos públicos pelos próximos 20 anos - PEC da Morte, apoiado pelo prefeito, que vai trazer o caos à cidade.

Diante desse quadro, o SINDSERV vai organizar uma ampla campanha de conscientização da população quanto a este verdadeiro desmonte. "Precisamos unir os servidores e a população na defesa dos serviços públicos. O povo precisa saber que a intenção deles, com este processo de sucateamento, é criar dificuldades para justificar a privatização da cidade. Nosso Sindicato vai ser uma grande trincheira na luta contra esse desmonte", afirmou o presidente José Rubem.

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