PCCS: é hora de organizar o time e partir para o ataque!

pccsDepois de mais uma rodada na Mesa Permanente de Negociações sobre o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS, a Diretoria do nosso Sindicato reuniu-se para avaliar o encontro e decidiu convocar os trabalhadores para uma ampla mobilização. Somente mobilizados poderemos impedir distorções e perdas de direitos e, mais que isso, só assim poderemos avançar rumo à justa valorização a que todos temos direito!

O que mudou da última reunião

Diferente da reunião do dia 4, nesta nova rodada, no dia 18, a Administração apresentou uma versão um pouco mais detalhada de sua proposta, construída pela FGV – Fundação Getúlio Vargas.

Um dos pontos importantes verificados é a manutenção da "senhoridade", cujo risco de extinção traz bastante apreensão à categoria. "Desde a primeira reunião, dissemos que não aceitaríamos perdas de direitos e o fim da "senhoridade" já havia sido determinante na rejeição da proposta apresentada em 2012", afirma Giovani Chagas, presidente do SINDSERV.

O que ficou "na mesma"

Os representantes da Administração haviam se comprometido a apresentar um "estudo do impacto orçamentário" no dia 18 e, mais uma vez, isto não aconteceu. Este estudo é importante para que possamos avaliar quanto, de fato, o governo pretende investir no novo Plano.

Além disso, também não foram apresentadas as tabelas de reenquadramento completas, nem a descrição das atribuições de cada cargo, especialmente dos que poderão ser criados a partir da aprovação da proposta.

Precisamos ter cautela e responsabilidade

Hoje, a grande preocupação é a de uma suposta "pressa" em ter um novo plano de carreira. Sabemos que há muito nossa carreira está defasada, que o servidor precisa de motivação, de valorização e reconhecimento profissional, mas isso tem que ser feito com responsabilidade e seriedade.

Precisamos avançar nas negociações e a empresa contratada pelo governo precisa detalhar a proposta e apresentar os itens que estão faltando. Só assim, teremos condições de realizar uma análise econômica e jurídica para levar o conjunto da proposta aos trabalhadores, que precisarão de tempo para debatê-la antes da decisão.

Não podemos admitir que haja prática antissindical por parte da Administração. A proposta precisa passar pelo crivo da categoria e sua decisão precisa ser respeitada.

Falta de critérios de avaliação preocupa nossa Diretoria

Na proposta da FGV, a evolução na carreira dependeria da boa avaliação do funcionário. Porém, não foram apresentados quais os critérios de avaliação, o que preocupou nossa Diretoria: "Não temos medo de avaliação, pois sabemos que nossa categoria tem compromisso com o trabalho e com a cidade. Entretanto, não saber quem avaliará, como e com quais parâmetros serão feitas estas avaliações, é muito preocupante", explica Giovani Chagas. "Precisamos de critérios bem definidos e objetivos".

Sindicato vai aos setores

A partir desta segunda-feira, 23, nossa Diretoria estará empenhada em visitar e debater o PCCS com todos os trabalhadores e trabalhadoras. A ideia neste momento é levar para a base quais são os riscos e os prováveis benefícios que a proposta pode conter. "Preferimos, neste momento, visitar setor por setor, realizando reuniões diretamente na base, pois as grandes reuniões, convocadas em nossa sede, poderiam limitar a participação de todos. E esta ampla participação será imprescindível para que possamos avançar na proposta", explica Cássia Tochetto, Secretária Geral do SINDSERV.

Quem decide é você!

Os trabalhadores estão representados na Mesa de Negociações pela Diretoria do SINDSERV, que por sua vez é assessorada pelo DIEESE e por seu corpo jurídico. Nossos diretores prepararam-se técnica e politicamente para o debate na Mesa e para aprofundar as negociações. Porém, uma coisa é fundamental: a Administração precisa ter a dimensão de que por trás destes negociadores há milhares de trabalhadores e seus familiares, que também são munícipes e eleitores, apoiando e se mobilizando para que possamos avançar em nossas carreiras e ver nossos salários elevados.

Por isso, mais do que ter o poder de decidir na Assembleia, você tem o poder de definir qual o rumo que esta negociação tomará. Quanto mais trabalhadores mobilizados, maior nossa força e maiores as possibilidades de conquistarmos importantes avanços em nossas carreiras!

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