Durante Plenária, CUT-SP reafirma agenda de luta

Entidade reforça que não negocia com governo ilegítimo

Na noite desta sexta-feira (21), houve a abertura da 15ª Plenária Estadual – Congresso Extraordinário e Exclusivo, que segue até sábado (22) e discute estratégias de luta para a classe trabalhadora diante do atual momento político e econômico do país, de aumento do desemprego, avanço da agenda neoliberal e retirada de direitos trabalhistas.

Presidente da CUT-SP, o professor Douglas Izzo afirmou que o momento é um dos mais difíceis para a classe trabalhadora por conta do governo golpista que tem promovido o desmonte dos direitos. No entanto, disse, esse cenário tem fortalecido a unidade entre as categorias para enfrentar e conseguir enterrar a Reforma Trabalhista aprovada no Congresso.

É importante frisar que ao longo desse período, a nossa Central teve uma posição muito clara contra as reformas apresentadas pelo governo. Nós não negociamos com golpistas e acreditamos na luta. Conseguimos construir no estado duas greves gerais, sendo uma delas a maior da história, que foi no dia 28 de abril, e reafirmamos que vamos continuar nossa luta contra essa reforma aprovada”, disse.  

Já o presidente da CUT Nacional, o bancário Vagner Freitas lembrou que nesta semana o governo ilegítimo chamou as centrais sindicais para uma conversa em troca de apoio. A CUT não participou desse encontro. “Não negociamos uma reforma que tira direitos para manter um imposto que combatemos desde nossa fundação”.

Historicamente, a Central é contra o imposto sindical. Entretanto, não concorda com a forma como seu deu o fim da contribuição por não ter havido diálogo com a sociedade.

Vagner também pediu empenho de todos para sensibilizar os trabalhadores sobre a importância de eleger, nas próximas eleições, representantes da classe para o Congresso.

Recém-eleita presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, a anfitriã do evento Ivone Silva falou da urgente necessidade de retomar a democracia no país e defendeu que São Paulo tem um importante papel nesse desafio, governado por tucanos. “Temos um prefeito que faz o que faz com pessoas em situação de rua e um governador que sucateia a educação pública e destrói a saúde. Queremos o retorno da democracia e a revogação da Reforma Trabalhista”.

Também participaram da abertura representantes das outras centrais sindicais, dos movimentos sociais, partidos políticos do campo progressista. Nas falas das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que a CUT integra, houve a defesa da democracia no Brasil, o repúdio contra a condenação do ex-presidente Lula e o alerta para a urgência de fortalecer um projeto alternativo para o estado de São Paulo.

Congresso em SP

A Plenária de São Paulo conta com a participação dos sindicatos de todas as categorias que a CUT representa. O evento homenageia dois dirigentes da entidade, que faleceram neste ano: Sebastião Cardozo, vice-presidente; e Jaime Izidoro, coordenador da subsede da CUT-SP em Araçatuba.

Além de aprofundar o debate sobre os impactos da inovação tecnológica no mundo do trabalho, a Plenária dedica parte da programação à reflexão acerca das comemorações dos 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil, justamente em um momento de profundos retrocessos nos direitos trabalhistas e sociais.

O encontro da entidade estadual é uma das etapas de preparação à 15ª Plenária - Congresso Extraordinário e Exclusivo da CUT Brasil, prevista para ocorrer entre os dias 28 e 31 de agosto. Durante a Plenária, serão eleitos os delegados e delegadas que participarão da etapa nacional.


Fonte: CUT-SP

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