Para combater privatizações, CUT-SP consolida Macrossetor do Serviço Público

cut José RubemOrganizar o Macrossetor do Serviço Público e ampliar o enfrentamento às políticas de desmonte do governo de São Paulo. Estes foram os encaminhamentos aprovados por sindicatos e federações no Seminário do Funcionalismo Público Paulista, nos dias 29 e 30 de setembro, com participação do SINDSERV.

Diante de um cenário de privatização, terceirização e demissões dos servidores públicos, o presidente da CUT estadual, Douglas Izzo, lembrou que as organizações sindicais estarão unidas a outros sindicatos e federações em torno de pautas comuns do funcionalismo.

"Vivemos diante do chamado 'Estado democrático de direito' que, na prática, não existe. É só ver o Judiciário, o Executivo e o Legislativo que não respondem aos anseios do povo brasileiro e fazem o entreguismo e a destruição de nossas riquezas. Vemos o desemprego aumentar, pessoas sem moradia, o aprofundamento da miséria e da fome. Por isso, quando a gente se une, se articula e se organiza, o nosso campo é quem ganha", afirmou.

Terceirização sem limites

Além da privatização, a terceirização sem limites, aprovada pelo Congresso Nacional no início deste ano e já sancionada pelo Executivo, é um dos principais problemas que hoje os sindicatos de servidores enfrentam.

Segundo o presidente do SINDSERV, José Rubem, a construção do macrossetor irá somar forças para resistir a esses ataques. "A terceirização já era um grave problema enfrentado pelos sindicatos do setor público e, com a aprovação dessa lei e com o desmonte dos direitos trabalhistas, vai ficar ainda pior. Por isso, consideramos que a organização do macrossetor será fundamental para enfrentarmos estes ataques".

Ao avaliar que o macrossetor irá fortalecer as lutas no estado e relatar experiências da educação, a presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, a Bebel, alerta para a luta contra a reforma da Previdência. "Se isso passar, será o desmonte total. Eu diria até que é uma intenção deliberada desse governo golpista, e os estados também querem, para acabar com a previdência pública e fazer todo mundo comprar plano de previdência privada", disse.

Bebel também criticou o descaso do governo estadual. "Nós formamos os profissionais do futuro e por isso o nosso enfrentamento só aumenta contra o governo de Geraldo Alckmin, que tem sido um vilão para a educação, retirando direitos dos professores", afirmou a dirigente do sindicato que representa 230 mil professores.

Próximas ações 

Os sindicatos do funcionalismo realizarão debates, audiências e protestos em outubro. Entre as ações, haverá ato e paralisação dos servidores de várias centrais sindicais no dia 27 de outubro.

 

Com informações de cut-sp.org.br

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