País de primeira não pode ter emprego de terceira!

Dia de Luta contra o projeto da terceirização acontece no dia 06 de agosto. Se o governo e o Congresso não atenderem nossas reivindicações, em 30 de agosto será realizada uma paralisação

O risco de aprovação da Lei das Terceirizações ainda é muito grande. Nosso Sindicato está atento a esta questão e na luta para impedir que o serviço público do Brasil continue sendo alvo de grupos empresariais. "Estamos unidos à CUT, Confetam e Fetam, participando das negociações para que este verdadeiro fantasma do desemprego e da desvalorização dos trabalhadores públicos não seja aprovado", afirma Maria Lucia diretora de organização de base SINDSERV.

Se for aprovada, a lei do deputado Sandro Mabel (dono da fábrica daquela bolacha, lembra?) vai liberar a terceirização da atividade-fim. Empresas e órgãos governamentais poderão contratar prestadores para toda e qualquer atividade. "Isso é gravíssimo! Imaginem que corremos o risco de, por exemplo, ter os professores da rede terceirizados", alerta a Secretária Geral do SINDSERV, Cássia Tochetto.

Infelizmente a terceirização vem crescendo dentro dos setores das administrações públicas, se esse projeto 4330 for aprovado vai abrir de vez da porteira precarização do trabalho. As administrações deixam os departamentos e setores sem nenhum investimento, sucateiam para depois justificar a necessidade de terceirizar para melhorar. Há anos não tem investimento nos setores operacionais, como na oficina, na carpintaria, funilaria, etc. há quanto tempo não é renovada a frota de veículos. Se não há modernização dos setores, se não há investimento e contratação de funcionários é obvio que o serviço prestado será ineficiente.

CALENDÁRIO DE LUTA

No dia 6 de agosto serão realizados atos contra a terceirização nas portas das federações patronais em todas as capitais do Brasil e também nas confederações de empresários (CNI, CNC, CNC), em Brasília. O objetivo é pressionar os empresários a retirar da pauta da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 4330.

Os atos foram marcados para este dia porque no dia 5 terminam as negociações da Mesa Quadripartite, que reúne trabalhadores, empresários, governo e deputados federais, que está discutindo alterações no texto do Projeto de Lei. Na mesa, a bancada dos trabalhadores está tentando alterar o texto para proteger os direitos trabalhistas, mas há muita resistência da bancada patronal.

Na reunião desta sexta também foi acordado entre todos os dirigentes dar um prazo ao governo e ao Congresso para atender as reivindicações ou abrir um processo de negociação. Caso isso não aconteça, decidiram marcar uma paralisação nacional no dia 30 de agosto.

Classe  trabalhadora nas ruas e mobilizada!

No dia 12 de julho, a CUT e outras sete centrais sindicais se reuniram em São Paulo, para avaliar o Dia Nacional de Mobilizações e definir os próximos passos. Foi consenso entre todos os sindicalistas que as manifestações um sucesso, com mobilizações nos 27 estados do País e em centenas de cidades do interior, o que contribuiu para reafirmar e dar mais visibilidade à pauta da classe trabalhadora. Além disso, os atos deram ao movimento sindical mais condições de negociar com o governo e o Congresso Nacional, onde todos os projetos de interesse dos trabalhadores são engavetados.
    Os principais itens da pauta são o fim da terceirização, redução de jornada para 40 horas semanais sem redução de salário, 10% do PIB para educação, 10% do orçamento para a saúde e o fim do fator previdenciário, fórmula matemática criada pela equipe econômica do ex-presidente FHC.

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