SINDSERV planeja ações de 2015

Entre os dias 19 e 23 de janeiro, a Diretoria Executiva, a Diretoria de Base e os membros dos Comitês Sindicais de Base, se reuniram para discutir o planejamento político e estratégico do SINDSERV para o ano de 2015.

A presença forte dos membros dos Comitês Sindicais de Base da Educação, Segurança Pública, Saúde e dos Aposentados, foi um dos destaques do seminário deste ano, o que fortalece e incentiva as ações dos trabalhos de base.

Os participantes do seminário contaram com palestras do assessor político do SINDSERV, Josenildo de Melo, do coordenador do DIEESE, Airton Santos, do vice-presidente da CUT/SP, Douglas Izzo, da presidenta da FETAM e diretora da Secretaria de Finanças da CONFETAM, Paula Leite, do presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Raimundo Suzart e do professor de Gestão Pública, Israel de Oliveira.

Para o Presidente do SINDSERV, Giovani Chagas, a realização deste seminário é fundamental para o planejamento das ações do Sindicato. "Vamos organizar o trabalho sindical para atingirmos mais e melhores conquistas para nossa categoria. Planejar as ações, a Campanha Salarial, a forma com que nós vamos fazer o enfrentamento à Administração é muito importante para que possamos mobilizar a base, nos preparar, nos formar e entender melhor sobre o orçamento da cidade".

De acordo com Josenildo de Melo, o planejamento possibilita à Diretoria do nosso Sindicato e aos membros dos CSBs um melhor conhecimento para a preparação da Campanha Salarial, que tem como data-base o mês de março. "Sabemos que será um ano difícil, mas com a organização, com a mobilização, com a luta dos trabalhadores mediante a liderança do Sindicato, possibilita ter grandes avanços para o ano de 2015". 

Olhar Econômico

Para mostrar aos participantes o ponto de vista econômico e os desafios que o nosso Sindicato irá enfrentar em 2015, Airton Santos, do DIEESE, fez uma análise de conjuntura econômica e social. "Você tem um cenário onde a maioria dos sindicatos, que têm a categoria mais organizada no setor privado, obtiveram aumentos reais de salários, e isso vem desde 2009, 2010, neste ano, não temos certeza se vai continuar nessa mesma caminhada, porque entre brigar por aumento real de salário ou brigar por emprego, os sindicatos vão querer brigar por emprego e vão porque a configuração do mercado de trabalho mudou. Quando o mercado de trabalho está aquecido é muito bom para o sindicato e para a classe trabalhadora, que ganha seu salário, quando desaquece e aumenta o desemprego, os sindicatos ficam contra a parede. Ou seja, tem que brigar pelo emprego e abandonar um pouco a briga pelo aumento de salário. Lógico, que os sindicatos vão para as mesas de negociações, vão reivindicar como sempre fazem, mas o outro lado vai endurecer e mostrar que os indicadores econômicos não estão de acordo".

Airton ainda relembra que o baixo crescimento do Brasil no ano de 2014 ficou estagnado e continuou este ano, o que prejudica a produção, o emprego, o salário, o movimento sindical. "O que se espera é que o sacrifício presente, e vamos chamar 2015 de um ano de sacrifícios, valha a pena e que 2016, 2017, o Brasil volte a crescer, porque não há alternativa para nenhum país no mundo, a não ser o crescimento econômico. O crescimento do país é a palavra chave, é a saúde para as outras coisas. As negociações vão ser difíceis, é essencial traçar estratégias e ter muito cuidado nas negociações".

Desafios do movimento sindical em 2015

Durante sua fala, Douglas Izzo, da CUT/SP, iniciou uma análise de conjuntura do estado de São Paulo, dizendo que em um momento tão importante, devemos ter um embasamento para construir a conjuntura e as estratégias para os funcionários públicos enfrentarem os inúmeros desafios. "Esse conjunto do funcionalismo público, que envolve os trabalhadores federais, estaduais e municipais, precisa construir uma estratégia, através do estado de São Paulo, um contraponto a essa política. Os trabalhadores precisam ter a oportunidade de apresentar essa política do campo democrático, precisamos abraçar a reforma política e a reforma da mídia".

O presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Raimundo Suzart, deu continuidade ao debate e afirmou que os sindicalistas devem ficar de olho na terceirização. "Os servidores públicos sofrem muito com esse processo de terceirização e devem lutar contra ele, o projeto está no Supremo Tribunal Federal e pode ser votado a qualquer momento", afirma Raimundo.

Outro ponto que Raimundo citou foi como os assuntos econômicos estão sendo conduzidos no Brasil e de que forma isso afeta a Campanha Salarial dos trabalhadores. "Hoje temos visto, a todo o momento: estamos em dificuldade, vamos parar, portanto não temos condições de dar aumento real e as empresas diminuem a produção, diminuem a mão-de-obra, e o que vai acontecer com a prefeitura? Vai diminuir a sua arrecadação, consequentemente, a Campanha Salarial dos Servidores Públicos sofrerá esse reflexo, é natural. Precisamos discutir as reformas que queremos, de que forma vamos nos mobilizar, e vamos para Brasília fazer esse debate, porque não adianta esperarmos que o Congresso Nacional vá propor alguma mudança. A maior tarefa é nos mobilizarmos e garantirmos os nossos direitos sociais, as nossas conquistas e os avanços que já conseguimos". 

Paula Leite finalizou as atividades do dia e entregou ao nosso Presidente um quadro com as reivindicações da Campanha Salarial Nacional Unificada da CONFETAM. "Todos devem se organizar e lutar pelos direitos dos trabalhadores, temos que formar e ter a consciência de como defender os nossos direitos".

LOA

Israel de Oliveira falou sobre a LOA 2015 (Lei Orçamentária Anual) de São Bernardo do Campo. Ele trouxe informações com referência ao planejamento, à execução do orçamento e preparou nossos representantes para a Campanha Salarial de 2015. "É importante que todos conheçam o orçamento, a arrecadação, as despesas, e participem do planejamento de como vão agir", disse Israel. 

Campanha Salarial é prioridade no primeiro semestre

Os participantes do seminário de planejamento elegeram a Campanha Salarial 2015 como a grande prioridade do primeiro semestre de 2015. Toda a diretoria e os CSBs firmaram o compromisso de organizar e mobilizar a categoria na luta por mais direitos aos trabalhadores públicos de São Bernardo. Vários pontos importantes para esta estratégia de organização e mobilização foram definidos e o primeiro desafio é a realização de uma grande assembleia de discussão e aprovação da pauta de reivindicações, marcada para o dia 12 de fevereiro, às 18h30, na sede do nosso Sindicato.

"Tenho certeza de que o amadurecimento de nossa diretoria, com o reforço dos Comitês Sindicais de Base, vai fazer com que tenhamos uma campanha muito mais ativa e participativa. Em nossa gestão à frente do SINDSERV, obtivemos grandes conquistas para a categoria, como por exemplo, o pagamento integral das reposições inflacionárias, o que significa dizer que neste período não tivemos perdas salariais. Também temos que destacar a elevação do piso da categoria e a conquista de mais de 250 moradias para servidores através do Programa Minha Casa, Minha Vida. Porém, queremos e merecemos muito mais. Como diz o nosso lema, queremos mais direitos", disse Giovani Chagas.

 

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