SINDSERV vai ingressar com ação contra o repasse do reajuste salarial ao IMASF

O trabalhador não pode pagar essa conta!

Em reunião realizada no dia 17 de fevereiro, a superintendente do IMASF, Glória Satoko, informou à diretoria do SINDSERV que a Autarquia pretende aplicar o percentual de reposição salarial na íntegra à mensalidade dos usuários dos planos Intermediário e Especial, conforme a lei do IMASF. A medida, já aprovada pelos Conselhos Fiscal e Administrativo, visaria equilibrar a receita e a despesa do Instituto, explica Satoko.

A superintendente aponta que a decisão faz parte de uma série de ações para reestabelecer a saúde financeira da entidade. "Todas as medidas para cortar custos estão sendo tomadas, inclusive a revisão do contrato realizado com o Instituto Acqua, com redução de R$ 1 milhão para R$ 800 mil, e a otimização do atendimento do ambulatório", afirmou Satoko.

 PFGB

O plano PFGB, cujo atendimento é prestado pela Green Line, também passa por dificuldades.

O último processo de licitação, realizado no ano passado, foi cancelado. Como medida paliativa, foi efetuado um contrato emergencial com a empresa para continuar o atendimento aos usuários.

Glória justifica que o repasse feito pela Administração, de R$ 120 por vida, é incompatível com o mercado, e lembra que na última licitação somente a Green Line apresentou proposta: "Acredito que se fosse um valor em torno de R$ 140,00 despertaria um interesse maior das empresas do ramo".

 

Aumento do ano passado precisa ser considerado!

Em 2015, a superintendência do IMASF usou um dispositivo da Lei 5078/02, para reajustar o valor da mensalidade dos planos Intermediário e Especial dos servidores conforme a tabela da ANS, apesar do reajuste salarial para os servidores ser apenas nesse ano. Nosso Sindicato ingressou com ação pedindo que o aumento não fosse autorizado, uma vez que a reposição salarial seria em 2016, mas ela não foi acatada pela Justiça.

Considerando que o reajuste salarial relativo a 2015 será computado ao salário dos servidores no mês de março, a diretoria do SINDSERV reivindica que não seja repassado ao convênio o mesmo percentual total de reposição salarial.

Levando em consideração, tanto a situação financeira da Autarquia, bem como o prejuízo que o repasse integral traria aos trabalhadores e trabalhadoras, a direção do Sindicato acredita que o justo seria aplicar somente a diferença entre o que já foi antecipado ao IMASF no ano passado e o total da reposição deste ano. Entende, ainda, que para a recuperação financeira do IMASF o que deve ser elevado é o percentual da contribuição da Administração, aumentando o repasse de 4% para 6%. O trabalhador não pode pagar esta conta!

 

Vamos à Justiça para impedir o repasse integral

Em setembro do ano passado, foi aplicado um reajuste de 13,55% no convênio IMASF, para os planos Intermediário e Especial. Se, o índice do reajuste salarial, que será de mais 18%, for repassado integralmente em menos de um ano o trabalhador terá o valor de sua mensalidade reajustada em mais de 30%.

A diretoria do SINDSERV é contra o repasse integral do reajuste salarial que ocorrerá em março pois entende que, além de ser injusto com o trabalhador, parte desse repasse já foi efetuado no ano passado. Assim, irá ingressar com ação judicial para que ele não aconteça.

O SINDSERV aguarda, ainda, uma resposta aos ofícios nº 40/2016 e 41/2016, enviados aos conselheiros administrativos e fiscais do IMASF, pedindo que ambos se posicionassem contrários a este aumento! Convocamos, também, os trabalhadores para nos ajudar a convencê-los da importância de um posicionamento contrário à integralidade do repasse.

Os diretores do SINDSERV também reivindicaram a superintende para que os profissionais que atendem pelo Instituto Acqua, possam atuar pela Fundação, garantindo assim o vínculo dos pacientes com seus médicos atuais.

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