Entrevista com José Rubem, presidente do SINDSERV

“Momento exige unidade na luta”

Novo presidente do SINDSERV fala dos desafios do próximo período e destaca a necessidade de união contra os ataques aos direitos da classe trabalhadora.


No dia 08 de dezembro, os sindicalizados foram às urnas e, com 54% dos votos elegeram a Chapa 1 - Trabalho e Compromisso para a direção do nosso Sindicato. O SINDSERV Jornal conversou com o novo presidente, José Rubem, trabalhador da SU, empossado no dia 09 de janeiro, sobre as expectativas da Diretoria para o próximo período.


SINDSERV JORNAL: Quais as prioridades da Diretoria para este mandato?

JOSÉ RUBEM: Eu sempre pautei minha vida pela importância de se manter a palavra. Quando fui escolhido por meus pares para encabeçar a chapa, deixei isso muito claro. Então, é óbvio que os compromissos que assumimos durante o processo eleitoral vão nortear nosso mandato: a luta pela valorização de nossos salários e carreiras, o diálogo permanente com a categoria, ampliando a participação, a proteção sindical e jurídica contra o assédio e a perda de direitos e a garantia de informação acessível, moderna e transparente, para todos. Outra prioridade será nosso esforço pela unidade da categoria na luta por nossos direitos. Os momentos difíceis que estamos vivendo vão exigir isso. Por isso, teremos que colocar os interesses da categoria acima dos interesses pessoais. O Sindicato não pode ficar parado por causa das disputas políticas.


SJ: Qual será a relação do Sindicato com a nova Administração?
JR: Responsável. Temos que ter clareza de que os governos passam, mas os trabalhadores ficam. O Sindicato não pode ser utilizado para oposição irresponsável ou para o atrelamento ao governo, seja ele de qual partido for. Nossa obrigação é a de defender os direitos da categoria, primeiro através do diálogo, depois, sempre que necessário, utilizando as ferramentas de luta e enfrentamento da classe trabalhadora.


SJ: Como o Sindicato pretende enfrentar esse momento de crise?
JR: Nós, os trabalhadores, não criamos a crise, ela é do sistema, criada pelos próprios donos dele. Tudo o que conquistamos foi através de muita luta e não podemos admitir que nossos direitos sejam retirados para pagar pela crise. Isso está acontecendo com o ajuste fiscal e com a reforma da previdência, por exemplo.


SJ: Como o ajuste fiscal interfere no serviço público?
JR: Interfere de forma catastrófica! Quando o governo decide congelar os investimentos públicos, que eles insistem em chamar de “gastos”, por 20 anos, está promovendo a destruição do serviço público de qualidade e nós, servidores, vamos pagar por isso! Imagine que a crise vai obrigar muitas famílias a tirar os filhos das escolas particulares e matriculá-las nas públicas, que o desemprego vai acabar com os convênios médicos de milhões de famílias, que terão que procurar o SUS e assim por diante. Oras, teremos um aumento substancial na procura pelos serviços públicos, mas os investimentos para sua ampliação estarão congelados até 2037! É a proposta do caos, e contra ela vamos lutar com todas as nossas forças.

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