Parte dos servidores públicos fora da Reforma da Previdência

Temer retira parte dos servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência e isso vai na contramão da luta

Nesta terça-feira (21), o Governo apresentou proposta para, teoricamente, poupar uma parte dos servidores públicos estaduais e municipais, além das Forças Armadas, bombeiros e Policiais militares que já não seriam afetados desde o princípio.

Essa tática é uma tentativa de desmobilização da classe trabalhadora, já que professores públicos e policiais civis são numerosos e já se posicionaram contra a Reforma da Previdência.

 A farsa

Ao contrário do que parece, essa não é uma vitória da classe, essa ação não é nada mais que uma ferramenta de desinformação, já que, contempla apenas os servidores que utilizam regimes próprios de previdência, os servidores que estão ligados ao INSS continuam sob a ameaça das novas regras.

Essa proposta é claramente um embuste, já que, as regras dos regimes próprios já se ajustariam posteriormente, fazendo uso da sua autonomia.

No pronunciamento, Temer disse que caberá aos governos estaduais e municipais elaborarem suas próprias reformas. Isso aliviaria a pressão sobre o Governo Federal e agradaria aos deputados, que buscam transferir a responsabilidade de definir as regras para as Assembleias Legislativas, diminuindo o ônus da reforma e compartilhando os danos.

A luta da classe trabalhadora

A fragmentação da classe trabalhadora pulveriza a luta, consequentemente, enfraquece as mobilizações e manifestações. Segundo o Presidente da Câmara, vai facilitar muito a aprovação porque vai retirar 70% da pressão que estava sendo recebida.

Prazo apertado

Com essa estratégia, Temer pretende aprovar a Reforma ainda nesse semestre.

Além desse recuo para garantir apoio da base aliada, o Presidente da República, solicitou uma lista dos deputados que irão votar contra a reforma, para fazer pessoalmente uma ofensiva contra eles.

Pesquise