Temer estipula prazo para mudança na previdência dos servidores

Temer afirmou que não cederá a apelos para mexer nem na idade mínima para aposentadoria e nem nas regras de transição

No almoço oferecido neste domingo, 26, pelo deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), que reuniu os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o prato principal foi a Reforma da Previdência e a especificidade dos funcionários públicos que utilizam regimes próprios de previdência.

 Prazo para novas regras

Na semana passada, Temer decidiu transferir a responsabilidade da retirada de direitos de parte dos funcionários públicos estaduais e municipais para os seus respectivos gestores. Essa decisão veio após forte pressão de deputados da base aliada, que ameaçavam votar contra a proposta.

O presidente concordou com a ideia de que estados e municípios tenham um prazo para se adequar às mudanças no sistema previdenciário. "Eu disse que seis meses, a partir da aprovação da reforma, é um prazo razoável. O presidente achou a ideia bem interessante e disse que vai encaminhá-la", contou Pauderney. Mesmo assim, Temer afirmou que não cederá a apelos para mexer nem na idade mínima para aposentadoria e nem nas regras de transição.

 Terceirização

Além da reforma da Previdência, os convidados também trataram do projeto de lei que regulamenta a terceirização. Na conversa, Temer avisou que deve sancionar a proposta aprovada na última quarta-feira pela Câmara. Ele disse, ainda, que algumas mudanças na terceirização podem ser incluídas na reforma trabalhista, hoje (27) na Comissão Especial da Câmara.

"A ideia é que, se houver qualquer tipo de problema, seja corrigido na reforma reforma trabalhista", comentou Pauderney.

Pesquise