Classe trabalhadora sob ataque!

Governos unidos contra os trabalhadores. Os ataques contra nossos direitos são os piores dos últimos 100 anos! Fazendo coro ao que acontece no "governo" Temer, a Administração municipal também manifesta toda sua insensibilidade com a difícil situação vivida por nossa categoria

Em 1917, há exatos 100 anos, a classe trabalhadora realizou a primeira greve geral da história de nosso país. Na pauta daquela luta, muitas reivindicações por direitos que, agora, são novamente retirados com a aprovação da "reforma" trabalhista. Como diria Antônio Cândido, "O que se pensa ser a face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue". E não faltou sangue na greve de 1917, como o do sapateiro José Martinez, imigrante espanhol assassinado pela polícia paulista. José, no entanto, não foi o único morto dessa greve vitoriosa. A repressão tombou dezenas, talvez centenas de trabalhadores. Essa informação, sobre os aspectos mais sangrentos da greve de 1917, que era corrente no movimento operário do início do século, foi apagada da memória do país. Somente há alguns anos, foi localizada a vala comum onde as vítimas de Washington Luiz foram enterradas.

Regredimos 100 anos e para o serviço público, a situação é ainda pior

O desmonte dos direitos trabalhistas aprovado pelo Congresso representa uma regressão centenária em nossos direitos, conquistados com muita luta. O que o futuro nos reserva é algo tenebroso, e a situação piora quando pensamos no serviço público e nos trabalhadores desse setor. Some o desmonte dos direitos com o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos e o resultado será o caos! Na Saúde, por exemplo, só esse ano 1,2 milhão de famílias migraram dos planos privados para atendimento no SUS. A tendência é que esse número aumente, cada vez mais, sem que se possa gastar um único centavo a mais em saúde até 2037. O mesmo acontece com a Educação, quando as famílias são obrigadas a tirar seus filhos de escolas particulares para que sejam atendidas na rede pública, aumentando a demanda. Sem poder investir em Educação, o cenário que se apresenta é de salas superlotadas.

Maldades continuam: Terceirização e autorização para demissão de servidores

Se você já achava que o fundo do poço tinha chegado, calma: ainda tem mais! Com a aprovação da terceirização da atividade-fim, todos os setores e serviços da administração pública poderão ser terceirizados, inclusive os professores. Além disso, um Projeto de Lei tramita no Congresso para que seja autorizada a DEMISSÃO DE SERVIDORES CONCURSADOS.

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