Dia Nacional da Consciência Negra, contra o racismo e a escravidão moderna

"Não lutamos por integração ou por separação. Lutamos para sermos reconhecidos como seres humanos." (Malcon X)

No dia 20 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra, em homenagem à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. O quilombo era uma localidade situada na Serra da Barriga, onde escravos se refugiavam.

Contudo, essa data desperta atitudes equivocadas e odiosas; muita gente se sente desconfortável com o fato de existir no Brasil uma data voltada para se falar do racismo e não suportam encarar a negritude sendo feita protagonista de algo.

Entre as diversas colocações distorcidas feitas a respeito do racismo, há muitos que simplesmente aconselham a ignorar a existência da discriminação racial como forma de eliminá-la. De fato, nenhum problema social de um país, assim como nenhum problema subjetivo, deixará de existir simplesmente por não se falar nele. Ao invés disso, fechar os olhos para um problema faz com que ele cresça e de forma velada. O racismo já é uma mazela enraizada em nossa sociedade, de uma forma tão cruel que dificulta a conscientização e causa rejeição ao seu combate.

Novembro não é simplesmente o mês do Dia da Consciência Negra, é o mês de lembrar a todos das consequências nefastas da escravidão no Brasil e de reconhecer que até hoje vivemos os resultados perversos e cotidianos do racismo. Num país que escravizou pessoas negras e teve como política oficial de Estado a tentativa de eliminar o negro da nação (daí vem a expressão "acabar com a sua raça"), o mês de novembro deve sempre ser uma oportunidade para que a vergonha do racismo não seja esquecida.

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