SINDSERV participa de encontro em Comemoração ao Dia do Cipeiro

Encontro discute impacto na saúde dos trabalhadores ocasionado pelas mudanças promovidas pela reforma

A Presidente do SINDSERV, Marlene Matias e a Técnica de Segurança do Trabalho, Priscila Santos, participaram hoje (27) do encontro formativo em comemoração ao dia do Cipeiro.

O evento que foi organizado pela CUT-ABC aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e teve como abordagem principal “Os Impactos da Reforma Trabalhista no Adoecimento e Acidentes no Trabalho”.

Três mesas compuseram os debates da atividade. O Coordenador da Frente Municipal da Prevenção e Enfrentamento da Violência no Trabalho, Gilmar Ortiz conduziu a palestra de abertura “Acidentes de Trabalho, de quem é a culpa”. Na sequência, Victor Pagani, supervisor do escritório regional do DIEESE / SP, abordou o tema principal do encontro e no encerramento o Coordenador da CUT-ABC, José Freire falou sobre “A saúde do/da trabalhador/a no ABC”.

“Este é um debate extremamente importante, em especial quando se trata da questão do Assédio. No serviço público, esta é uma prática recorrente e bastante frequente. Estamos muito atentos, pois ela pode inclusive levar ao adoecimento o trabalhador que é vitimado por ela. Apontamos sempre para que o trabalhador e a trabalhadora não sofram calados, que procurem o sindicato e denunciem!”, destaca Marlene Matias.

Saiba mais sobre o Dia do Cipeiro

No dia 27 de julho é comemorado o Dia Municipal do Cipeiro; a data ressalta a importância dos cipeiros através do compromisso e atuação cotidiana na construção de ambientes de trabalho seguros, salubres e decentes.
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) é, segundo a legislação brasileira, uma comissão constituída por representantes indicados pelo empregador e membros eleitos pelos trabalhadores, de forma paritária, em cada estabelecimento da empresa, que tem a finalidade de prevenir acidentes.

Como surgiu a CIPA?

Em 1944, foi criada a primeira legislação estabelecendo a obrigatoriedade de formação das CIPAs.
A partir de 1970, o avanço da industrialização resultou no aumento do número de acidentes, que já era alto. Criou-se uma série de normas para enfrentar essa situação, entre elas a obrigatoriedade das empresas maiores terem profissionais especializados (engenheiros, médicos e técnicos) na área de segurança e saúde no trabalho. Mas a quantidade de acidentes continuou a crescer, mesmo quando o ritmo da atividade econômica se reduziu. De 1975 a 1976, o Brasil chegou a ter 10% dos seus trabalhadores acidentados.
Problemas crônicos exigem soluções inovadoras. É nessa situação de persistência de elevados índices de acidentes de trabalho, com grandes perdas humanas e econômicas, que surge o Mapa de Riscos.
Esse instrumento representa uma tentativa de comprometer e envolver os trabalhadores e também os empresários com a solução de um problema que interessa a todos superar.
Implantado pela Portaria nº 5/92 do Ministério do Trabalho e da Administração, alterada pela Portaria 25 de 29/12/94, ele é obrigatório nas empresas com grau de risco e número de empregados que exijam a constituição de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.
O mapa de riscos é a representação gráfica dos riscos de acidentes nos diversos locais de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo, de fácil visualização e afixada em locais acessíveis no ambiente de trabalho, para informação e orientação de todos que ali atuam e de outros que eventualmente transitem pelo local, quanto às principais áreas de risco.
No mapa de riscos, círculos de cores e tamanhos diferentes mostram os locais e os fatores que podem gerar situações de perigo pela presença de agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos.
O mapa de riscos é elaborado pela CIPA, segundo a NR-5, item 5-16, alínea "o" (por determinação da Portaria nº 25 de 29/12/94) ouvidos os trabalhadores de todos os setores do estabelecimento e com a colaboração do SESMT, quando houver.
É considerada indispensável, portanto, a participação das pessoas expostas ao risco no dia-a-dia.

Com informações "Guia Prático de Mapa de Riscos de Acidentes de Trabalho", elaborado em 1995 por FIESP, CIESP, SESI, SENAI e IRS.

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