Na Câmara, presidente José Rubem reivindica respeito aos servidores

Ele também repudiou as declarações de um dos candidatos à presidência da República quanto a "privilégios do funcionalismo", cobrou o Abono de Natal e fez um convite para a Sessão Solene que vai homenagem do Dia do Servidor Público

José RubemApós retornar ao posto de presidente do SINDSERV, José Rubem foi, pela primeira vez, à Câmara dos Vereadores e fez uso da tribuna. O presidente precisou afastar-se, por seis meses, para tratamento de uma séria lesão na coluna. Ele aproveitou o tempo destinado às intervenções dos munícipes para reivindicar melhorias nas relações entre a Administração e os trabalhadores, especialmente em relação ao Abono de Natal, pago por mais de 30 anos e retirado no ano passado: "Para quem ganha bem, isso não é nada, mas para quem ganha até R$ 1.500,00 por mês faz muita diferença nas festas do final de ano. Nós já protocolamos ofício e nos reunimos com o secretário de Administração, que nos recebeu muito bem, por isso, não tenho dificuldade alguma em dizer que não falta dinheiro, falta vontade de olhar pra gente com mais carinho, mais atenção".

José Rubem também questionou e repudiou as afirmações do candidato Jair Bolsonaro, que afirmou que vai "cassar os privilégios do funcionalismo" e que os servidores seriam um "empecilho para o desenvolvimento do país". Na opinião do presidente do nosso Sindicato, os servidores são os verdadeiros responsáveis pelo funcionamento da máquina pública, presentes nas vidas dos cidadãos e na defesa do patrimônio público: "O servidor é o sangue e o coração de qualquer administração. A gente já sofre bastante a cada troca de prefeito com comissionados que não conhecem as peculiaridades e rotinas dos setores, mas não deixamos a cidade parar e, mesmo assim, não são reconhecidos".

Ao afirmar que os servidores só são lembrados em períodos eleitorais e ainda referindo-se às declarações desastrosas de Bolsonaro, destacou que os servidores de carreira são prejudicados por este tipo de discurso que visa jogar a população contra a categoria e que coloca o trabalhador operacional, a professora e a auxiliar de enfermagem no mesmo balaio que juízes, procuradores e oficiais de alta patente: "O servidor sempre é o vilão, quando falam em super-salários, colocam todos no mesmo balaio, mas a maioria da categoria, no Brasil inteiro, ganha menos de R$ 5 mil mensais". Falando da situação específica de São Bernardo, citou seu próprio exemplo: "Oras, nós temos R$ 60 por mês de transporte para vir trabalhar e R$ 12 para almoçar. Que privilégio é esse? É pra gente ficar indignado, ou não é?", questionou.

Finalmente, pediu maior empenho dos vereadores na busca de soluções para os dramas vividos pela categoria e os convidou para a Sessão Solene, que acontece nesta sexta-feira, 26, a partir das 19h: "Eu gostaria que essa Casa de Leis, dessa cidade que, como o próprio prefeito diz, e a cidade do trabalho, olhasse com mais carinho para os servidores, que pense em nós como quem ajuda na Administração da cidade, jamais como empecilho, como tem sido dito por certo candidato".

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