Impasse sobre Abono de Natal e demora no pagamento da ação do Fuprem manifestam desrespeito aos trabalhadores

camara 5dez1Não é só na questão do Imasf que nossa categoria tem levado a pior na relação com o atual governo. Inúmeros direitos foram retirados durante estes dois anos, tivemos ZERO de reposição em 2017 e apenas a inflação de 12 meses, em março deste ano. As promessas de valorização e respeito ficaram apenas nas peças publicitárias. Uma das principais marcas da Administração tem sido a truculência, refletida nas atitudes arrogantes do chefe do Executivo e na ausência total de diálogo com os servidores. “Um bom exemplo do triste momento vivido por quem faz, de fato, esta cidade funcionar, foi o ocorrido no dia 5 de dezembro. Nós convocamos a categoria e fomos à Câmara, reivindicar o Abono de Natal, pagamento imediato das ações do Fuprem e respeito à data-base da categoria, com abertura de diálogo, já, sobre a Campanha Salarial 2019. Recebemos um estrondoso não do governo e dos vereadores da base de sustentação”, explica a secretária-geral do SINDSERV, Vivia Martins. “Para quem foi em busca de abono e respeito, o prêmio foi mais uma medida autoritária, que vai arrancar dinheiro dos nossos bolsos para pagar o rombo do Imasf”, complementa Célio Vieira, diretor jurídico da entidade.

DESRESPEITO ATINGE ATÉ OS APOSENTADOS

Uma das reivindicações dos manifestantes que foram à Câmara também está se transformando em símbolo do desrespeito da Administração: o pagamento das ações do Fuprem: “Nosso Sindicato já venceu, em todas as instâncias, esta ação. O prefeito tem que pagar. Tem companheiros que já morreram e, se continuar assim, a maioria vai morrer sem ver a cor desse dinheiro, um direito de cada um de nós”, desabafa Ernesto Chagas, da Comissão de Aposentados. Segundo o presidente José Rubem, muitas destas situações poderiam ser evitadas se houvesse diálogo entre a Administração e os trabalhadores: “Nós vamos continuar insistindo e apelando ao bom senso de quem cerca o prefeito para que se estabeleçam canais de negociação conosco. Nós, servidores, estamos perdendo muito, mas eles precisam entender que a cidade é quem vai perder mais”

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