Servidores de SP entram em greve contra “confisco salarial”

Mais de 50 mil trabalhadores marcharam pelas ruas da capital nessa segunda-feira. SINDSERV marcou presença.

zé rubemOs trabalhadores da Prefeitura de São Paulo entraram em greve ontem, 4 de fevereiro e a paralisação contou com adesão massiva. Segundo os sindicatos, 63% dos serviços não funcionaram e mais de 50 mil pessoas participaram da assembleia e do ato, que começou no Viaduto do Chá e percorreu ruas da região central. Em todas as regiões da cidade foram organizados comitês, e a mobilização também foi intensa.

O SINDSERV marcou presença, levando a solidariedade da diretoria e de nossa categoria aos companheiros paulistanos: "Acho fundamental trazermos nosso apoio e nosso abraço aos trabalhadores de SP, que passam por situações muito parecidas com as nossas, pois o jeito tucano de maltratar servidores é o mesmo em todos os lugares onde eles governam", afirmou o presidente José Rubem.

CONFISCO SALARIAL E DESMONTE DA PREVIDÊNCIA

Além da pauta econômica, a greve tenta reverter a lei que alterou o regime de previdência, Sampaprev. O projeto, enviado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e aprovado pela maioria dos vereadores, eleva de 11% para 14% a contribuição dos servidores para aposentadoria, uma espécie de "confisco salarial". Esse foi o principal ponto do conflito, desde que o governo municipal apresentou o projeto, ainda quando João Doria, também do PSDB, era o prefeito. Originalmente, previa a elevação da alíquota para 19% e por conta da luta dos servidores ao longo do ano a contribuição foi reduzida no projeto do governo.

SÃO BERNARDO CORRE OS MESMOS RISCOS

Diante de um histórico de retrocessos em relação aos direitos da categoria, não é difícil de se imaginar que o famoso "copia e cola" de projetos da capital seja mais uma vez executado por aqui e que o SBCPrev também seja alvo da sanha persecutória de Morando contra os servidores. Por isso, toda atenção para essa questão é necessária.

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