Ato de Mulheres em São Bernardo cobra igualdade de direitos e critica ofensiva contra as trabalhadoras brasileiras

Ato encabeçado pela direção do Sindserv, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, cobrou a igualdade de direitos entre homens e mulheres e apontou forte crítica aos governos em esferas federal, estadual e municipal em ofensiva contra as trabalhadoras brasileiras.

Realizada nesta sexta-feira (13), na praça da Igreja Matriz, em São Bernardo do Campo, a mobilização foi marcada pelo discurso de necessidade de igualdade de direitos no mercado de trabalho. "Essa é uma data para lembrarmos de igualdade", citou Rosana Aparecida da Silva, secretária de Igualdade Racial da CUT-SP.

"Em uma sociedade igualitária, não teríamos cota para mulheres. É um sinal de que ainda temos muito que evoluir no quesito igualdade", afirmou a secretária geral do Sindserv, Vivia Alves. Outro ponto levantado durante o ato foi a ampla ofensiva dos governos nos direitos das mulheres trabalhadoras e os "efeitos colaterais" que a falta de políticas sociais afirmativas geram nas mulheres país afora.

"A Reforma da Previdência a qual nos impuseram em São Bernardo é algo que vai gerar um dano muito grande para as mulheres. Além de termos que trabalhar mais, ainda temos a jornada dupla, às vezes tripla, com filhos e casa. É algo visivelmente prejudicial", criticou a presidente do Sindserv, Marlene Matias.

Entre as bandeiras levantadas pelas representantes durante o ato estão a necessidade de impor em negociações sindicais pautas e cláusulas sociais das mulheres. "Queremos ter a representatividade feminina de forma igual, com direitos e deveres iguais. E um grande passo é ter isso bem claro já nas pautas de negociação", lembrou Cleide Tameirão, diretora do Sindicato dos Rodoviários do ABC.

Além do Sindserv, estavam presentes representantes do Sindicato dos Químicos do ABC, Sinpro (Sindicato dos Professores de São Paulo), Sindema (Sindicato dos Funcinários Públicos de Diadema), Sindicato dos Rodoviários do ABC, CUT-SP (Central Única dos Trabalhadores) e AFUSE (Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo), além da vereadora de São Bernardo do Campo Ana Nice, única mulher na Câmara Municipal.

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