Por 'custos desnecessários' e 'falsa sensação de segurança', vigilância epidemiológica pede cautela em uso de máscaras para servidores da Saúde contra o coronavírus

Contrariando a orientação do Ministério da Saúde para prevenção da contaminação do coronavírus, a vigilância epidemiológica de São Bernardo do Campo apresentou aos servidores da saúde do município documento em que orienta os profissionais do setor a terem cautela no uso de máscaras faciais descartáveis de proteção. O documento chegou até as mãos da direção do Sindserv e gerou revolta dos servidores públicos que atuam na saúde.

O documento da vigilância epidemiológica, datado do dia 16 de março, afirma que o uso das máscaras deve ocorrer apenas para atendimento de pessoas com sintomas do coronavírus, caso contrário pode acarretar custos desnecessários e falsa sensação de segurança, o que, segundo o documento, poderia levar a negligência de outras medidas, como lavar as mãos.

"É algo inadmissível. Primeiro porque esses servidores estão na linha de frente no atendimento de possíveis pacientes infectados com o vírus. E segundo porque o documento mostra um descaso com quem atua nessa área", criticou Marlene Matias, presidente do Sindserv. A orientação oficial do Ministério da Saúde, em farta documentação divulgada na semana passada, aponta os profissionais da área da saúde como prioridade no uso dos equipamentos de proteção.

O Ministério da Saúde, inclusive, aprovou investimento de R$ 72,9 milhões para compra emergencial do equipamento para estados e municípios. "Existe uma revolta grande dos servidores. Me parece que estão pensando na questão financeira em São Bernardo diante da questão da saúde, da questão das vidas", completou Marlene.

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