Copa sem complexo

O escritor Nelson Rodrigues criou a expressão 'complexo de vira-latas' para definir quem acreditava que o Brasil jamais 'daria certo' ou que o do 'vizinho' é sempre melhor que o nosso.

É verdade que até 2002 a autoestima do brasileiro estava em baixa por causa do abandono e da falta de planejamento para desenvolver o País.

Coube aos trabalhadores mudarem o rumo deste 'complexo' e dar início ao novo ciclo que vivemos a pouco mais de dez anos.

Apesar das mudanças, o 'complexo de vira-latas' ainda explica as críticas sem fundamentos que a disputa da Copa no Brasil provoca em parcela da sociedade.

Por falta de informação ou má-fé, algumas pessoas divulgam e apoiam movimentos contrários à Copa usando comparações que não tem relação com a realidade que o megaevento representa.

Uma das críticas mais ouvidas e difundidas por 'aqueles do complexo' é que o Brasil não pode investir na Copa porque temos sistemas de saúde e educação precários.

O governo federal investiu R$ 8 bilhões entre 2010 e 2013 na recuperação de estádios para a Copa. No mesmo período, os investimentos nas áreas da saúde e educação somaram R$ 825,3 bilhões, 100 vezes a mais.

Isto é, se o Brasil gastasse em saúde e educação o que gastou nos estádios, reduziríamos em 100 vezes o orçamento dessas duas áreas.

Será que é isso que querem os que falam contra a Copa?

Ao todo, o plano de investimentos nas cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil totaliza R$ 25,6 bilhões (veja mais no quadro).

Cerca de 69% deste total representam investimentos em infraestrutura e políticas públicas, especialmente em mobilidade urbana, aeroportos, segurança e portos.

Ou seja, a Copa contribuiu diretamente para acelerar investimentos associados ao bem-estar da população e a criação de empregos.

Os outros 31% de despesas com o plano de investimentos para a Copa são destinados à construção e modernização de 12 estádios de futebol nas cidades-sede e equivalem a 0,04% do PIB (Produto Interno Bruto).

Estes investimentos de forma alguma competem com os investimentos em saúde e educação, determinados pelo orçamento da União, composto pelos impostos pagos por todos nós brasileiros.

Além de não competirem com os investimentos públicos em saúde e educação, a construção dos novos estádios gerou empregos na construção civil e na chamada indústria do futebol.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, o potencial de movimentação de recursos ligado ao futebol brasileiro chega a R$ 60 bilhões por ano com 2,1 milhões de empregos diretos e indiretos.

Ou seja, a Copa do Mundo no Brasil mais do que se paga com a renda multiplicada e gerada a partir dos investimentos a ela associados e as obras ficarão para o País depois que torneio acabar.

Por isso, nada de complexos. Vamos torcer pela seleção brasileira e pelo País. Vai, Brasil!

Confira programação da seleção brasileira para a Copa

Os jogadores se apresentarão no próximo dia 26, às 10h, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, de onde a delegação segue para o Centro de Treinamento da Seleção Brasileira, na Granja Comary, em Teresópolis.

Durante os dias 26 e 27, os atletas serão submetidos a exames médicos. O pri­meiro treino acontece na manhã do dia 28, às 9h30. Nos dias seguintes, os treinamentos prosseguem.

Em 1º de junho, a delegação sai de Teresópolis em voo para Goiânia (GO), onde ficará até o dia 3, quando realiza um amistoso contra a seleção do Panamá, no estádio Serra Dourada, às 16 horas. Após a partida, a delegação retorna a Teresópolis.

Nos dois dias seguintes, a equipe realiza treinos normais e, no final da tarde do dia 5, pegam avião para São Paulo, onde enfrentam a Sérvia no dia seguinte, no Estádio do Morumbi, também como amistoso.

Depois dessa partida, a equipe volta para Teresópolis, onde volta a treinar até o Mundial. A programação divulgada pela CBF apresenta o calendário até o dia 9.

A estreia do Brasil na Copa do Mundo acontece no dia 12 de junho, em São Paulo contra a Croácia, na Arena Corinthians.

 

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, 21 de maio de 2014

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