Quando a valorização prometida vem em forma de maçã

Administração presenteia com maçãs e gera protestos entre professores

O governo municipal, através da Secretaria de Educação, decidiu “presentear” os professores da rede pela passagem de seu dia. Uma maçã e um bilhetinho singelo, falando da tradição de presentear mestres com a dita fruta. O resultado não foi lá tão doce... As manifestações nas redes sociais e nos relatos de educadores ao Sindicato, dão conta da enorme repercussão negativa do ato.

Na opinião da educadora e dirigente do SINDSERV, Luciana Rocha, “Servidor quer mais que isso! Quer valorização, ser respeitado, ter seu reajuste devido conforme regulamentado em lei, quer seu abono de Natal, mais qualidade em seu serviço, mais investimento nas escolas e na formação do professor, enfim, uma maçã soa como afronta”. “Precisamos transformar essa indignação em unidade e ação. A pauta mais emergencial para nós é a do Abono de Natal, por isso, o SINDSERV convoca a todas e todos para esta luta e para as mais importantes que essa que estão logo à frente”, defendeu o professor Dinailton Cerqueira, diretor do nosso Sindicato.

QUAL A ORIGEM DESSA PRENDA

Entre a suposta intenção da SE de “homenagear” o professorado e a pura manifestação de uma criança que pretende demonstrar seu apreço pelo mestre, há interpretações das mas variadas sobre a cultura de se dar maçãs aos professores. Desde símbolo da sabedoria, passando pela busca do conhecimento, de Adão e Eva, até a lei da gravidade, de Newton, a simbologia do ato é defendida das mais variadas formas.

Porém, o mais provável (e próximo de nossa realidade) é o relato de que diz que nos séculos XVI ao XVII, em virtude da péssima remuneração dos educadores europeus, pais e alunos enviavam maçãs, como forma de amenizar a fome dos professores. Talvez, tenha sido essa a intenção.


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