Em Assembleia, educadores decidem parar no dia 15

Greve Nacional contra os ataques à Educação e a reforma da Previdência

greveEm Assembleia realizada na manhã do último sábado, 11, trabalhadores da Educação decidiram aderir ao Movimento Nacional em Defesa da Educação e Contra a Reforma da Previdência, que acontece nesta quarta, 15 de maio.

A programação prevê concentração na Praça Santa Filomena, a partir das 7h, com caminhada até a Câmara Municipal. Entra as pautas, além das já definidas pela mobilização nacional, estão o pedido de revogação do projeto "mães especiais" (que substitui profissionais habilitados por mães de alunos deficientes nas escolas) e a reiteração da reivindicação de adequação da jornada de trabalho dos auxiliares em educação.

GRANDE ATO EM SP

Depois das manifestações em São Bernardo, educadoras e educadores seguirão para a Avenida Paulista, onde a partir das 14h acontece o grande ato que reunirá trabalhadores da educação e estudantes de toda Grande SP e até de outras regiões do Estado. Este deverá ser um dos maiores atos do país contra o desmonte da Educação Pública, o corte de verbas para as universidades e a reforma da Previdência, que ataca direitos de todos, mas principalmente das professoras.

ESTRUTURA DO SINDICATO

Lamentavelmente, os ataques do prefeito à autonomia sindical e ao direito de contribuição dos sindicalizados através do desconto em folha nos impedem de providenciar transporte para todos e todas até a Paulista. Por isso, pratique a carona solidária ou acompanhe os colegas que irão da Câmara para SP de trólebus e metrô.

FALTAS INJUSTIFICADAS

A Assembleia de sábado faz parte do processo exigido pela Justiça para comunicação e realização de paralisações. Este direito AINDA está previsto pela Lei e o Sindicato fará todos os encaminhamentos. Assim como em outros momentos de luta em que foram anotadas faltas injustificadas, se o governo municipal insistir nessa lógica autoritária, nosso Departamento Jurídico ingressará com a devida ação, que pode demorar, mas é um direito que dificilmente não será reconhecido pelo Judiciário.

De qualquer maneira, o momento vivido pela Educação e pelos educadores de nossa cidade e do país é muito grave. Ou lutamos agora, ou morreremos em um país de analfabetos e sem o direito de nos aposentar.

Afinal, quando a coisa é grave, a saída é a greve!

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