Obras colocam trabalhadores em situação de risco

Trabalhadores do Laboratório do Centro de Especialidades, que está em reforma, foram submetidos a condições totalmente precárias.

Assim que recebeu a comunicação do que estava acontecendo no local, o SINDSERV acionou a CIPA Saúde e acompanhou a vistoria. "A Clínica está passando por um processo de reforma e demolição de algumas salas. Todos os funcionários do Centro de Especialidades foram transferidos para outros setores, porém, os funcionários do Laboratório permaneceram no local e, devido à reforma, sofrem com as péssimas condições de trabalho", disse nossa vice-presidente, Lucinéa Mesquita.

Durante a vistoria, o SINDSERV verificou que o local expõe os trabalhadores ao risco grave e iminente de acidentes e doenças do trabalho. "O ideal é que os trabalhadores do Laboratório sejam remanejados para um local adequado, que ofereça condições de trabalho dentro das Normas de Segurança e Saúde", afirma a Diretora de Saúde e Segurança do Trabalho, Maria Lúcia Santos Marcelino.

Problemas

Para acessar a área do laboratório existe apenas uma porta que, por diversas vezes, fica interditada com faixa zebrada. Existe risco de queda de material do andar superior e não colocaram uma tela de proteção que impeça materiais como vidros, pedras, madeiras, de caírem por onde passam os trabalhadores. Nos dias de chuva, os trabalhadores são obrigados a utilizar sacos plásticos nos pés e a puxar água das salas que ficaram totalmente alagadas. Os servidores estão sem água no refeitório e, pelo menos três vezes por semana, ficam sem água nas demais torneiras e nos banheiros. Na Sala de Sorologia há uma coluna que apresenta infiltração e há relatos de trabalhadores que apresentaram problemas alérgicos e respiratórios devido ao excesso de poeira da obra. 

Reunião com a secretária

Para resolver a situação, o SINDSERV questionou a secretária de Saúde. "Foi agendada uma reunião para o dia 17 de março com a secretária. Nosso Sindicato vai agir com firmeza, pois não podemos admitir que os trabalhadores fiquem em um lugar que não oferece nenhum tipo de segurança e condições dignas", finaliza o presidente Giovani Chagas.

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