SINDSERV divulga resultado da pesquisa que traça o Perfil da Enfermagem no Brasil e em São Paulo

Nossa Sindicato declarou apoio ao estudo desde seu lançamento, em 2012

No dia 13 de agosto, a pesquisa inédita Perfil da Enfermagem no Brasil, com foco no Estado de São Paulo, foi apresentada no Auditório Franco Montoro, na Alesp - Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e mostrou que o diagnóstico da profissão aponta concentração regional, a tendência à masculinização, situações de desgaste profissional e subsalário. O estudo, iniciado pelo Cofen – Conselho Federal de Enfermagem, com o apoio do Coren-SP – Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, foi realizado pela Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz, e tinha como objetivo determinar a realidade dos profissionais da enfermagem e subsidiar a construção de políticas públicas. O local ficou lotado para o lançamento dos dados paulista. 

Em 2012, quando a Coordenadora Estadual de São Paulo da Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, a enfermeira Karen Cardoso Caetano, visitou a sede do SINDSERV, acompanhada da nossa vice-presidente e diretor, que na época também eram conselheiros do COREN-SP, Lucinéa Mesquita e Luciano da Silva, nosso Sindicato se colou à disposição para divulgar a pesquisa aos servidores da saúde.

Segundo dados do estudo, a categoria de saúde no estado de São Paulo é a que tem mais abrangência com 460.000 profissionais. E, no atual momento, a enfermagem é composta por um quadro de 77,1% de técnicos e auxiliares e 22,9% de enfermeiros.

Na apresentação, estavam presentes representantes do Cofen, Coren, Fiocruz, deputados, autoridades da saúde, enfermeiros, técnico e auxiliares de enfermagem.

Para ver o estudo completo de São Paulo, clique aqui

Clique aqui e assista ao vídeo com o Perfil da Enfermagem no Brasil completo.

Clique aqui e ouça a entrevista do vice-presidente do Coren-SP, Mauro Antonio Pires Dias da Silva, à CBN.

Leia abaixo o resumo da pesquisa.

Onde trabalham

No quesito mercado de trabalho, 55% da equipe de enfermagem encontra-se no setor público; 35,1% no privado; 22,3% no filantrópico e 9,6% nas atividades de ensino.

Em São Paulo, 64% da equipe de enfermagem declaram desgaste.

Renda mensal

Considerando a renda mensal de todos os empregos e atividades que a equipe de enfermagem exerce, constata-se que 0,3% de profissionais na equipe recebem menos de um salário-mínimo por mês. A pesquisa encontra o percentual de 6,3% de pessoas que declararam ter renda total mensal de até R$ 1.000, ou seja, estão em condições de subsalário.

Dos profissionais da enfermagem, a maioria (73,5%) tem apenas uma atividade/trabalho.

Os quatro grandes setores de empregabilidade da enfermagem (público, privado, filantrópico e ensino) apresentam subsalários. O privado (8,5%), o filantrópico (5,5%), o público (5%) e o de ensino (6,3%) praticam salários com valores de até R$ 1.000, sendo, entretanto, os menores percentuais praticados em relação à Região Sudeste.

Masculinização

A equipe de enfermagem em São Paulo é predominantemente feminina, sendo composta por 83,3% de mulheres. É importante ressaltar, no entanto, que mesmo tratando-se de uma categoria feminina, registra-se a presença de 15,7% dos homens – um pouco acima da média nacional (14,4%). "Pode-se afirmar que na enfermagem está se firmando uma tendência à masculinização da categoria, com o crescente aumento do contingente masculino na composição. Essa situação é recente, data do início da década de 1990, e vem se firmando", afirma a coordenadora.

Profissionais qualificados acima do exigido

O desejo de se qualificar é um anseio do profissional de enfermagem de São Paulo. Os trabalhadores de nível médio (técnicos e auxiliares) apresentam escolaridade acima da exigida para o desempenho de suas atribuições, o que significa dizer que mais de 1/3, ou seja, 37,9% de todo o contingente, fizeram ou estão fazendo curso de graduação.

Desemprego aberto

A área já apresenta situação de desemprego aberto, com 8,8% dos profissionais entrevistados relatando situações de desemprego nos últimos 12 meses. Dificuldade de encontrar emprego foi relatada por 66,3% desses profissionais.

Concentração na capital

Mais da metade da equipe de enfermagem (62,4%) se concentra na Capital.

Dados Brasil

A enfermagem hoje no país é composta por um quadro de 77% de técnicos e auxiliares e 23% de enfermeiros. É o que aponta pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, divulgada recentemente, cujos resultados também apontam desgaste profissional em 64,2% dos entrevistados e grande concentração da Força de Trabalho na Região Sudeste (mais da metade das equipes consultadas).

O mais amplo levantamento sobre uma categoria profissional já realizado na América Latina é inédito e abrange um universo de mais de 1,8 milhão de profissionais.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área de saúde compõe-se de um contingente de 3,5 milhões de trabalhadores, dos quais cerca 50% atuam na enfermagem (cerca de 1,8 milhão). A pesquisa sobre o Perfil da Enfermagem, realizada em aproximadamente 50% dos municípios brasileiros e em todos os 27 estados da Federação, inclui desde profissionais no começo da carreira (auxiliares e técnicos, que iniciam com 18 anos; e enfermeiros, com 22) até os aposentados (pessoas de até 80 anos).

A pesquisa foi encomendada pelo Cofen para determinar a realidade dos profissionais e subsidiar a construção de políticas públicas. "Este diagnóstico detalhado da situação da enfermagem brasileira é um passo necessário para a transformação da realidade", afirma o presidente do Cofen, Manoel Neri.

Com informações do Coren-SP.

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