Descumprimento de promessas leva desânimo aos GCMs

Expectativa de mudanças foi frustrada. Ao invés de melhorias, retrocessos.

alerta na gcmUm clima de desânimo tomou conta dos trabalhadores na Guarda Civil Municipal. Boa parte do efetivo acreditava que a mudança de gestão traria novas e melhores condições na SSU, mas, infelizmente, o que se tem visto até agora são mudanças para pior.

"Nós tínhamos uma expectativa de que as promessas de campanha do prefeito fossem cumpridas. Isso acabou iludindo muitos de nós", afirma um GCM que pediu para não ser identificado. Ele cita como principal exemplo o compromisso assumido por Orlando Morando (PSDB) de equiparar os salários da GCM com os da PM, mas não para por aí: "É muito triste trabalhar com um clima de total falta de diálogo, de perseguições e sem estrutura adequada, pois faltam uniformes, botas e outros equipamentos", conclui o Guarda.

Segundo o Diretor Jurídico do SINDSERV, GCM Célio Vieira, alguns dos impactos negativos poderiam ter sido evitados com um pouco de reconhecimento e de vontade política por parte da Administração. Ele cita os casos da mudança de regime e a contagem dos dias de férias: "A transição do regime CLT para Estatutário, que era uma antiga reivindicação na Guarda, trouxe uma série de prejuízos, que poderiam ter sido evitados ou amenizados. Por exemplo, creio que o governo está usando de má fé na questão das férias, pois estão descontando dez dias da época que éramos celetistas e usando o Estatuto do Funcionalismo nos casos em que o GCM tenha mais de 30 dias de afastamento durante o ano. Quando é de interesse deles, as leis são mudadas na calada da noite, sem discussão. Quando é do interesse dos trabalhadores, é aplicada sem nenhuma margem de negociação", explica o diretor.

TRANSFORMAR DESÂNIMO EM DESCONTENTAMENTO E REAÇÃO

Os dias vão passando e, depois de mais de dois anos de "novo governo", a categoria não percebe qualquer sinalização de mudanças positivas, apenas retrocessos. O que os "gestores" querem é que os servidores baixem as cabeças e se recolham, desanimados. Porém, já demos mostras de que somos capazes de transformar esse desânimo em descontentamento, o descontentamento em organização, a organização em mobilização e a mobilização em reação, com o devido enfrentamento para arrancar o que é nosso por direito.

Por isso, vamos levantar nossas cabeças e ir à luta, como fomos em 2007 e em 2015!

A primeira etapa para essa luta será no dia 12, às 18h30, na sede do SINDSERV, na Assembleia de discussão e aprovação da pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2019.

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