Serviços Urbanos

“Gestão” desrespeita trabalhadores, população e até os defuntos!

SINDSERV cobra solução de problemas no Cemitério do Baeta, onde há falta de pessoal, trabalhadores não têm EPIs, túmulos alagados, colocando em risco o lençol freático, e assaltos nos velórios. A resposta da Administração, mais uma vez é: NÃO TEMOS DINHEIRO PARA ISSO!

lutoEm 22 de agosto, publicamos matéria denunciando as péssimas condições de trabalho, a inundação de túmulos, os riscos de contaminação, que afetaria toda a população, e a falta de segurança no Cemitério do Baeta (clique aqui para reler a matéria). Diretores do SINDSERV e a técnica de segurança no trabalho estiveram no local e constataram que há sobrecarga de trabalho, em virtude da falta de pessoal; total insegurança para os trabalhadores, pela falta de Equipamentos de Proteção Individual;  violência contra trabalhadores e munícipes, com a ocorrência de assaltos, furtos e arrastões nas dependências do cemitério e uma situação gravíssima de risco à saúde pública: túmulos inundados, que poderiam contaminar o lençol freático e atingir toda a população.

Foi encaminhado ofício à SU – Secretaria de Serviços Urbanos – e resposta, mais de dois meses depois, é de que AS OBRAS PREVISTAS NO ORÇAMENTO DE 2017 NÃO FORAM EXECUTADAS POR FALTA DE VERBA.

Novamente, questionamos a Administração: quais são as suas prioridades? É esta cidade que teremos por mais três anos? Uma cidade que desrespeita e humilha os servidores, que coloca milhares de cidadãos em risco de contaminação, que não respeita a dor e o luto de famílias que não podem velar seus entes queridos por falta de segurança, que não respeita os corpos de cidadãos que foram enterrados ali, contrariando todas as normas de cuidado previstas nas mais variadas religiões e até nas leis internacionais?

Teremos que viver esta “gestão” que tem como prioridade absoluta a autopromoção do prefeito e o incansável discurso de campanha eleitoral?

Prefeito, o senhor foi eleito para resolver os problemas da cidade, não para ficar repetindo o discurso de que a culpa de tudo é de terceiros, nem para consumir o dinheiro público apenas em marketing.

Tá na hora de trabalhar!

SINDSERV fala sobre Lei 2240 com trabalhadores da SU

SU 2240Diretores do SINDSERV estiveram na Garagem – SU para tirar as dúvidas dos trabalhadores quanto à ação que garante progressões através da Lei Municipal 2240/76. A atividade aconteceu no dia 26 de setembro e deve ocorrer em outros setores.

Segundo o presidente do nosso Sindicato, José Rubem, estas ações são importantes para que todas as dúvidas sejam devidamente esclarecidas: "Desde o momento em que o SINDSERV ingressou com a ação, passando pela decisão favorável na Justiça e no desenrolar de sua implementação, temos publicado inúmeras matérias explicando a que se refere a conquista e quem tem direito a ela, porém, este contato direto com os trabalhadores nos permite esclarecer alguns aspectos que podem ter passado desapercebidos, até então".

Saiba mais sobre como funciona e quem tem direito às progressões da Lei 2240, acessando estas matérias:

- Quem tem direito à 2240

- Cartilha explica, passo a passo, a implementação da Lei 2240

Falta de EPIs e alagamento no Cemitério do Baeta colocam em risco a saúde do trabalhador

Alagamento nos túmulos do Cemitério do Baeta pode contaminar lençol freático

O SINDSERV foi notificado sobre as péssimas condições de trabalho no cemitério do Baeta e sobre alagamento dos túmulos. Em visita ao cemitério, os diretores do SINDSERV, Célio Vieira e Liu Marinho verificaram que a situação era ainda mais alarmante: falta de EPIs e uniformes e trabalhadores expostos a riscos de acidentes pela má conservação dos túmulos e acessos. Além disso, todos os munícipes podem ser afetados pelo alagamento dos túmulos e ossário, já que a água, que pode estar contaminada, chega facilmente ao lençol freático.

Risco de contaminação

O alagamento, que foi a motivação da visita, ainda não tem uma causa definida, para que fossem iniciados os encaminhamentos, a Técnica em Segurança do Trabalho do SINDSERV, Priscila Santos, procurou a CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – para maiores esclarecimentos sobre a questão, apontando a necessidade de estudos apropriados.

Essa situação, além de proporcionar uma condição insalubre para o trabalhador, que fica exposto à água que pode estar contaminada, pode oferecer risco a toda população, através da contaminação do solo e lençol freático pelo necrochorume que contém duas substâncias orgânicas muito tóxicas, a cadaverina e a putrescina, além de vírus, bactérias e substâncias que podem existir nas urnas, como arsênico e formaldeído.

Dependendo das condições geológicas, o necrochorume pode alcançar o lençol freático praticamente íntegro, com suas cargas contaminantes químicas e microbiológicas. Os vetores introduzidos no lençol freático, graças ao seu escoamento, podem ser disseminados nos entornos imediato e mediato do cemitério, podendo atingir grandes distâncias, caso as condições hidroecológicas favoreçam.

Descaso com trabalhadores e população

"A realidade enfrentada pelos trabalhadores do cemitério é de grande risco, pelas péssimas condições oferecidas para que seja exercida a função, e também, pelo desvio de função, já que eles são forçados a cumprir atividades que não são atribuições do cargo", explica Liu Marinho, diretor de Políticas Sociais do Sindicato.

Célio Vieira, diretor de Assuntos Jurídicos e Comunicação, complementa "o uniforme que os trabalhadores usam no momento foi doação e não atende requisitos básicos, faltam EPIs que são necessários para execução das atividades. Os sepultadores executam os sepultamentos, a limpeza dos túmulos e até a retirada dos ossos sem equipamentos adequados, como luvas, botas, capacetes e óculos de segurança. Além da gestão de saúde e segurança do trabalho que é inexistente."

Os ambientes de cemitérios são semelhantes aos aterros sanitários, uma vez que em ambos os lugares são enterrados materiais orgânicos e inorgânicos.

Não é difícil de perceber o risco causado por agentes como bactérias e fungos que são responsáveis pelo processo de decomposição estão presentes nos cemitérios e que o contato com material contaminado representa riscos de infecção.

Agentes patogênicos como bactérias anaeróbias, que estão presentes no solo, são extremamente perigosas quando entram em contato com organismos vivos, por isso a necessidade de utilizar equipamentos de proteção adequado ao ambiente de trabalho.

E ainda por cima violência!

O descaso se estende para a população, a falta de segurança no cemitério não permite que sejam feitos velórios a noite, já que ocorreram assaltos e arrastões dentro das instalações do cemitério. Os velórios da noite estão sendo transferidos para o Cemitério da Paulicéia.

Providências urgentes!

O Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho do SINDSERV, está realizando as ações necessárias para o encaminhamento desta importante questão, entre elas estão a notificação da Vigilância Sanitária e da prefeitura para tomada de providências para a solução dos problemas identificados.

Descaso com trabalhadores da Garagem da SU Caminho do Mar chegará ao fim

Na manhã de quinta-feira (23/02), ocorreu uma reunião Garagem SU, que contou com as presenças do Presidente do SINDSERV, José Rubem, da Diretora de Saúde e Segurança do Trabalho, Maria Lúcia, cipeiros do setor, engenheiros e Técnicos em Segurança do Trabalho da Prefeitura e trabalhadores do Departamento de Veículos e Equipamentos, para juntos pensarem em soluções que viabilizem o início das adequações apontadas em diversos relatórios e cobradas junto ao Ministério Público do Trabalho.
Essa ação é fruto de uma longa batalha contra a Administração Pública Municipal. A primeira vistoria foi realizada em abril de 2014, onde foram encontradas obras iniciadas no ano de 2009 e não finalizadas. Na oportunidade, o SINDSERV acionou a CIPA, que prontamente elaborou um relatório e o encaminhou à Administração para que ela assumisse suas responsabilidades e observasse as Normas Regulamentadoras.
Concomitante a essas ações o SINDSERV encaminhou inúmeros ofícios, realizou incansáveis reuniões, porém, nenhuma solução efetiva foi executada por parte da Administração para melhoria das condições de trabalho.
O Sindicato protocolou denúncia no Ministério do Trabalho, através de um pedido de fiscalização, que se transformou em um processo contra a Prefeitura, motivado pelas péssimas condições nas instalações prediais, além de outras diversas irregularidades, dentre elas, a ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), falta dos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC), má condição dos hidrantes, mangueiras e exaustores e falta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que são obrigatórios por lei, para certificar a segurança do local e dos trabalhadores e para que os mesmos exerçam suas funções dentro dos padrões de segurança.
O SINDSERV continua de olho! Vamos acompanhar de perto a execução dessas adequações.

Situação na SU1 é insustentável

su1

Em nova vistoria, Sindicato avisa: vamos ao MPT para fechar a Garagem

Ainda em março deste ano, o SINDSERV, através de seu Departamento de Saúde e Segurança no Trabalho, realizou vistoria na SU1 - Departamento de Veículos e Equipamentos, a Garagem. Constatamos que o telhado estava em péssimo estado de conservação, uma grande quantidade de pombos e fezes do animal espalhadas por todo espaço, problemas nos armários das peças, na valeta de manutenção, nos setores de mecânica e tornearia, no vestiário e na caixa d'água.

O SINDSERV acionou a CIPA, que elaborou um relatório e o encaminhou à Administração para que ela assumisse suas responsabilidades, respeitando as Normas Regulamentadoras.

De lá para cá, nenhuma mudança substancial aconteceu e os trabalhadores continuam expostos a péssimas condições, com a saúde e a segurança em risco.

Diante deste quadro, o SINDSERV reuniu-se com o Secretário Adjunto de Serviços Urbanos que afirmou que "As obras na Garagem não estavam na lista de prioridades do Orçamento".

Para o SINDSERV, a saúde e a segurança dos trabalhadores é prioridade! Por isso, ficou estabelecido prazo até o dia 5 de janeiro para que a Administração apresente um plano de solução para os problemas encontrados no local, caso contrário, acionaremos Ministério Público do Trabalho, pedindo a interdição do espaço.

  

 

        

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