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Sérgio Nobre reúne-se com a diretoria do SINDSERV-SBC para debater a PEC 32, as eleições de 2026 e os desafios da classe trabalhadora

Na manhã desta segunda-feira, 16 de junho de 2025, o presidente da CUT Nacional, Sérgio Nobre, reuniu-se com a diretoria do SINDSERV-SBC para uma conversa estratégica sobre os desafios da conjuntura política, os ataques ao serviço público e a necessidade de mobilização da classe trabalhadora rumo às eleições de 2026.

Sérgio alertou que o próximo período exigirá ainda mais unidade e ousadia dos sindicatos. “Temos muita luta pela frente. Não basta atender as demandas locais da categoria — precisamos propor um projeto de país que promova a justiça social, que a classe trabalhadora tenha seus direitos preservados e ampliados, pois são de fato quem constroem este país, e que haja menos desigualdade social. A reforma tributária deve ser apoiada no sentido de que os mais ricos, os super ricos paguem impostos, que as desonerações fiscais de alguns setores sejam revistas, pois não é possível novamente que o trabalhador seja penalizado nesta reforma”, afirmou.

Durante o encontro, Sérgio elogiou a estrutura física e organizativa do sindicato, destacando que se trata de uma entidade bem cuidada, com iniciativas relevantes como a farmácia do servidor associado. Também observou a força da atual diretoria, composta por representantes de diversas áreas do serviço público, como saúde (incluindo zoonoses), habitação, cultura, segurança e educação. Para ele, a diversidade da diretoria é um indicativo de compromisso com a representação ampla e democrática do funcionalismo.

O presidente da CUT Nacional foi enfático: o objetivo de algumas bancadas do Congresso Nacional, especialmente da extrema direita, alinhada a alguns setores empresariais, é destruir o Estado brasileiro, enfraquecer o serviço público e aniquilar os sindicatos. “Esse pessoal quer acabar com tudo. Para eles, não pode existir sindicato forte, servidor com estabilidade ou políticas públicas universais. Não podemos permitir a volta desse projeto”.

Neste sentido, Sérgio também destacou o papel essencial desempenhado pelos sindicatos, muitas vezes invisibilizado pelos grandes meios de comunicação. Lembrou que foram as entidades sindicais que atuaram na linha de frente durante a pandemia, oferecendo apoio direto aos trabalhadores e às comunidades. Ressaltou ainda o caráter formativo e de qualificação profissional das ações sindicais, que contribuem diretamente para o desenvolvimento do país, mas que, infelizmente, quase nunca são publicizadas ou reconhecidas. “Os sindicatos têm uma função social que vai muito além da defesa imediata de direitos — são espaços de formação, solidariedade e construção de um projeto coletivo”, afirmou. Além disso, as negociações coletivas injetam diretamente recursos na economia, fortalecendo o consumo e a renda das famílias trabalhadoras, além de viabilizarem, por meio de acordos, a ampliação de plantas fabris e a geração de novos empregos — especialmente na indústria, com reflexos diretos nos comércios locais.

Durante o encontro, foram discutidas as ameaças representadas pela PEC 32, que pode colocar fim ao serviço público tal como o conhecemos. O presidente do SINDSERV-SBC reforçou que a reforma administrativa atinge diretamente os servidores e servidoras municipais, privatizando a oferta de serviços essenciais à população em nome de uma suposta eficiência que, na prática, não se confirma — como sabemos, essa lógica aprofunda a precarização dos serviços e piora o atendimento à população. “É preciso deixar claro para a categoria que essa proposta não é do governo Lula, mas sim de um Congresso Nacional que atua contra o povo, com o falso argumento de combater privilégios — quando os verdadeiros privilégios estão no próprio Congresso, no Judiciário e nas Forças Armadas.

Sérgio Nobre também alertou sobre outras frentes de ataque ao movimento sindical, como a tentativa de acabar com a contribuição em folha, enfraquecendo financeiramente os sindicatos. Querem impedir que as contribuições sindicais ocorram com desconto na folha, o que prejudicaria diretamente os processos de filiação e a sustentabilidade das entidades. O presidente da CUT mencionou ainda que 99% das fraudes nos descontos salariais que têm gerado desfiliações foram implantadas durante o governo Bolsonaro, com o objetivo deliberado de fragilizar a organização sindical. Como resposta a esse ambiente hostil, destacou-se a proposta de criação de uma comissão mista no Congresso Nacional — uma iniciativa que busca minimizar danos e conter alterações legislativas desfavoráveis às trabalhadoras e aos trabalhadores, especialmente em temas relacionados a salários, negociação coletiva e estrutura sindical.

Nesse cenário, destacou-se a importância da Convenção 151 da OIT, que garante o direito à negociação coletiva no setor público e cuja regulamentação vem sendo pressionada pela CUT. Sérgio defendeu o engajamento de parlamentares na construção de um novo ambiente político mais favorável à valorização do funcionalismo.

Outro ponto levantado foi a necessidade de divulgar amplamente as conquistas e negociações realizadas pela CUT. Muitos acordos nacionais, mediações e articulações políticas passam despercebidos, dificultando a compreensão, por parte da base, do papel estratégico desempenhado pela central e pelos sindicatos.

A reunião reafirmou o papel do SINDSERV-SBC como trincheira de defesa do serviço público, e deixou como mensagem central que apenas com unidade, formação política e mobilização será possível enfrentar os retrocessos e construir um Brasil com mais justiça social.

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