Em defesa dos servidores e do serviço público de qualidade

Sindicato reivindica abono salarial a servidores da saúde durante a pandemia do coronavírus

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O Sindserv apresentou à Prefeitura de São Bernardo do Campo documento que reivindica o pagamento de abono salarial aos servidores responsáveis pelos serviços de Saúde do município. A reivindicação prevê o pagamento de adicional na folha salarial aos funcionários que estão à frente do atendimento de pacientes e combate do COVID-19 nos serviços de saúde pública da cidade. A abono pedido é de, no mínimo, um salário mínimo aos servidores.

“Os servidores estão vivendo sobre forte pressão psicológica, pois além dessa pandemia que assola o país, eles precisam se preocupar em desembolsar do seu próprio bolso recursos para comprarem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), pois estão sendo fornecidos em quantidade insuficiente para todos os profissionais da saúde”, afirmou a presidente do Sindserv, Marlene Matias. O abono tem sido prática em diversas esferas públicas no país durante a pandemia. O Ministério da Saúde, por exemplo, vai pagar bônus mensal aos residentes que estiverem atuando na pandemia.

A proposta do Sindserv ainda prevê o pagamento do abono a servidores de outras secretarias municipais que estão cedidos e atuando como apoio no combate ao coronavírus em São Bernardo. A proposta conta com o bom senso do governo, que anunciou recentemente o aumento de 10% a funcionários da Fundação ABC (FUABC). “Diante desse aumento a quem é funcionário da fundação e estava pleiteando-o juridicamente desde 2016, há que se reconhecer a importância do servidor de carreira da Saúde”, apontou Marlene.

Do próprio bolso: o abono salarial ao servidor municipal da saúde de São Bernardo contemplaria, inclusive, uma grave rotina que tem se ampliado entre a categoria. Nas últimas semanas o SINDSERV tem recebido inúmeras denúncias sobre a falta de EPI’s e até mesmo de orientações equivocadas por parte da gerência de algumas UBSs (Unidades Básicas de Saúde), que estão orientando os profissionais a utilizar os equipamentos de forma inadequada pensando apenas em reduzir “custos desnecessários”, colocando esses trabalhadores em um risco maior do que estão expostos

“Além descumprir as Normas Regulamentadoras, não estão levando a sério as informações do Governo do Estado que mostra que São Bernardo é uma das cidades com o maior número de pessoas infectadas”, criticou Marlene.

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